Painel de Degustação: Côte de Nuits 2007/2008, onde brilham os grandes tintos da Borgonha!

Data

Tintos da Borgonha – Côte de Nuits (safras 2007 e 2008)
A Côte de Nuits, parcela norte da famosa Cote d’Or na Borgonha, reúne um conjunto incomparável de terroirs perfeitos para expressar as grandes virtudes da Pinot Noir, especialmente nas minúsculas parcelas 1er Cru e Grand Cru, áreas privilegiadas que respondem por cerca de 15% do total de vinhos produzidos na Borgonha. 
Esses excelentes vinhos da Côte de Nuits (safras 2006 a 2008) foram escolhidos como tema de abertura dos painéis de degustação da temporada 2015 da Desconfraria que neste ano realizará um total de 27 degustações temáticas (fechadas e abertas) cobrindo as principais regiões vinícolas do mundo.
Por ser uma degustação “fechada”, onde os participantes não conhecem previamente os demais vinhos levados para o painel, nenhum exemplar da Côte de Nuits na safra 2006 apareceu entre os sete vinhos presentes, restringindo a prova às safras 2007 e 2008. 
Dentre os vinhos degustados, quatro eram da classificação máxima Grand Cru (um deles em duplicata), dois outros eram Premier Cru e apenas um era do nível Villages, sendo que nenhum deles era da mesma apelação (exceto o único vinho repetido).
O resultado final da degustação, apesar de alguma surpresas, retratou fielmente o momento atual dos vinhos, enfatizando que a maioria dos 2008 ainda precisam de tempo para atingir o equilíbrio ideal. Isso explica um pouco o por quê de um Clos Vougeot de Jacques Prieur ter terminado na última colocação, seguido por outro excelente vinho da mesma safra, o Clos des Lambrays, ambos Grands Crus.
7º lugar: Jacques Prieur Clos Vougeot 2008
Eis um vinho que sempre me agradou em safras anteriores. Esse 2008, apesar da ótima acidez e tipicidade da fruta, mostrou um pouco de madeira sobrando, prejudicando o conjunto. Em “desfile de misses”, qualquer tropeço é fatal!
6º lugar: Domaine des Lambrays Clos des Lambrays 2008
Outro grande vinho que pareceu meio desconjuntado no quesito madeira. Mesmo dotado de ótimos atributos (fruta perfeitamente madura, taninos finos e boa acidez), ficou prejudicado na avaliação comparativa. 
5º lugar: Domaine Confuron-Cotetidot Vosne-Romanée Les Suchots 2008
Seguiu a mesma trajetória dos anteriores, comprometido por um pouco de carvalho além da conta. Assim mesmo, exibiu ótimos aromas de folhas secas, de cereja azeda e pitanga. Pessoalmente, foi o vinho com pior avaliação. 
4º lugar: Jacques-Fréderic Mugnier Nuits-Saint-Georges Clos de la Maréchale 2008
Muita gente que conheço tem um certo desdém com os vinhos de Nuits-St-Georges, mas esse vinhedo 1er Cru (Clos de la Maréchale) sempre me trouxe ótimos momentos. Carnudo na boca e com aromas herbáceos pronunciados de folhas secas mesclados com fruta madura (cereja e cassis), foi o 2008 que apresentou-se mais pronto para consumo que os demais.
3º lugar: Vincent Girardin Chambolle-Musigny Vieilles Vignes 2007
Em teoria, esse era o vinho mais simples do painel, mas graças ao grande equilíbrio de seus elementos gustativos (taninos, acidez, madeira e álcool), deixou uma ótima impressão em todos os participantes. Vinho muito bem feito e com toda a tipicidade desejada num Borgonha. Apenas sem a profundidade e complexidade que só os níveis superiores (1er Cru e Grand Cru) podem alcançar.
1º e 2º lugares: Vincent Girardin Echezeaux 2007
Sem nenhuma surpresa, os únicos vinhos repetidos chegaram nas primeiras posições. Esses Echezeaux 2007 estavam divinos, perfeitamente integrados e equilibradíssimos. Oferecendo justamente a profundidade e complexidade que faltavam ao ótimo Chambolle-Musigny anterior. Vinho soberbo!  
Seguiremos agora para mais um painel de degustação focado na França: Châteauneuf du Pape (Rhône Sul) das mesmas safras que estes Borgonhas (2006, 2007 e 2008). Aguardem para ver o que o tema irá nos revelar…

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