Direto da Taça: Château Musar Rouge 1998, honrando o título de grande clássico do Líbano!

Data

Château Musar Rouge 1998
Decidi degustar esse vinho numa homenagem póstuma tardia ao grande enólogo libanês Serge Hochar, falecido aos 75 anos em decorrência de um acidente de natação ocorrido em Acapulco (México) no último dia de 2014. Um grande homem do vinho que se foi mas que nos deixou um legado impressionante ao longo dos mais de 50 anos à frente do Château Musar. 
Considerado pela maioria dos especialistas como um dos grandes vinhos do mundo e o melhor elaborado no Líbano, o Château Musar foi fundado em 1930 por Gaston Hochar, mas apenas em 1959 quando o controle passou para as mãos de seu filho Serge, os vinhos dos Hochar ganharam a fama e o reconhecimento mundiais, culminando com a eleição dele como o primeiro “Homem do Ano” da revista inglesa Decanter em 1984. 
O Château Musar tinto (existe ainda uma versão branca e outra rosé) é composto por um blend de Cabernet Sauvignon, Cinsault e Carignan oriundas de vinhas plantadas no Vale Bekaa cuja idade média supera os 40 anos de idade. Moldado de maneira bastante lenta e gradativa, ele passa pela fase fermentativa em tanques de cimento e posteriormente amadurece em barris de carvalho francês por 12 meses (podendo chegar até 15). Os vinhos varietais que o compõem são mesclados apenas 24 meses mais tarde e voltam para outros 12 meses de afinamento nos tanques de cimento. Finalmente, o vinho é engarrafado, mas permanecerá ainda outros 48 meses nas adegas da vinícola antes de ser entregue ao mercado, totalizando assim 7 anos desde sua colheita.
 
Impressões de degustação:
Sou quase suspeito para falar desse vinho, pois me declarado um grande fã de sua personalidade e estilo. Mesmo chegando aos 17 anos, esse Musar ainda exibiu uma coloração rubi bastante escura, sequer sugerindo sua idade. No olfato, a efusiva explosão aromática de sempre, com notas que iam do couro e do cedro, até as mais delicadas notas de frutas vermelhas maduras, de flores e defumados. Na boca, uma textura macia e vigorosa, com presença de madeira quase imperceptível, taninos refinados e ótima acidez, terminando com muita profundidade e persistência. Um vinho de perfil clássico daqueles que podemos beber muitas taças consecutivas sem cansar nosso palato. 
Santé, Monsieur Serge!

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