Duelos de Pinot Noir – Volnay 1er Cru: Domaine Chandon de Briailles Les Caillerets 2006 versus La Pousse d'Or En Caillerets 2007

Data

Ninguém discute que a Borgonha possui o terroir perfeito para produzir os melhores tintos baseados na casta Pinot Noir, mas os exigentes viticultores da região fizeram questão de ir além, tratando cada palmo de terra com rigorosa distinção.
Diferentemente da região do Médoc, em Bordeaux, onde são os proprietários (ou Châteaux) que sustentam o status de “Grand Cru Classé”, na Borgonha é o terreno e onde ele está inserido é que merecem ser distinguidos com um status qualitativo como o de Premier Cru ou Grand Cru.
Para completar essa equação, mesmo com a posse de terras nos melhores vinhedos e “crus” da Borgonha, ainda é preciso que o viticultor tenha a habilidade e a sensibilidade necessárias para extrair o máximo de cada vinha e cada cacho da delicada e exigente Pinot Noir.
Em recente degustação de tintos elaborados com a Pinot Noir, separei três pares de vinhos dessa complexa região para realizar pequenos “duelos” e demonstrar como mãos diferentes num mesmo terreno podem fazer uma grande diferença dentro da taça.
No primeiro duelo se enfrentaram dois Volnays do vinhedo Premier Cru “Les Caillerets” (nome das pequenas pedras que contribuem para a boa drenagem do solo e refletem o calor do sol), um do Domaine Chandon de Briailles (2006) e outro do La Pousse d’Or (2007). 

Chandon de Briailles Volnay 1er Cru Les Caillerets 2006
A partir de um minúsculo vinhedo de 0,40 hectares com vinhas de cerca de 30 anos esse Volnay apresentou bastante harmonia, taninos delicados mas marcantes, acidez pronunciada e refrescante, com corpo médio e madeira bem integrada ao conjunto. Seguindo uma filosofia de mínima intervenção no processo de vinificação, o Domaine Chandon de Brialles obteve um vinho que evoluiu muito bem ao longo desses oito anos, alcançando um ótimo resultado final.
La Pousse d’Or Volnay 1er Cru En Caillerets 2007
Desse vinhedo de 2,24 hectares, plantado com vinhas entre 30 a 40 anos (e única parcela que não é “Monopole” dentre do Domaine La Pousse d’Or em Volnay), saiu esse excelente tinto produzido também com uvas de cultivo orgânico. De um modo geral, ele apresentou as mesmas características sedutoras do vinho anterior mas destacou-se em alguns pontos importantes: exibiu uma acidez mais “cortante” que seu antecessor e taninos mais sedosos, criando um contraste mais incisivo no paladar. Adorei! Ganhou por “pontos” do Domaine de Briailles, mas ganhou…
Logo mais teremos o duelo entre dois Cortons Grand Cru e e dois “Clos” (de Vougeot e de la Roche) Grand Cru para apresentar. Aguarde!

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