Painel de degustação: Châteaux Latour 2001, Léoville Las Cases 1998 e 2001, Haut-Brion 1999 e 2004, Pavie 1994 e Mouton-Rothschild 2001!

Data

Grandes estrelas das margens esquerda e direita de Bordeaux
Como já se tornou uma tradição, ao final de cada ano a Desconfraria sempre reserva espaço para uma degustação especial dos melhores tintos de Bordeaux, restrita apenas aos cinco Premiers Crus Classés do Médoc (Haut-Brion, Lafite-Rothschild, Latour e Mouton-Rothschild) + o Léoville Las Cases (para muitos de nós ele mereceria ser um sexto 1er Cru Classé), os Premiers Grands Crus Classés A de Saint-Émilion (Ausone, Cheval Blanc, Angelus e Pavie) e as estrelas do Pomerol (Petrus e Le Pin). Dentro dessas excelentes opções a escolha é livre para cada um dos participantes.
Château Latour 2001 (Pauillac)
Na edição deste ano contamos com a presença de cinco rótulos distintos (dois deles com exemplares de anos diferentes) e relativamente jovens, cujas safras iam de 1994 a 2004 e representando as apelações de Pauillac (Latour e Mouton), Saint-Julien (Léoville Las Cases), Pessac-Léognan (Haut-Brion) e Saint-Émilion (Pavie).
Château Léoville Las Cases 1998 (St-Julien)
Château Léoville Las Cases 2001 (St-Julien)
Salvo pelo Pavie 1994, nitidamente pronto para ser bebido, todos os demais ainda estavam numa fase (pré) adolescente, com muitos anos de vida e evolução pela frente. Isso até poderia sugerir que praticamos um “infanticídio” premeditado desses vinhos, mas na verdade esse tipo de degustação nos proporciona uma rica experiência para observar a evolução de cada um desses rótulos (e safras), identificando e estabelecendo individualmente nossas preferências e perspectivas de tempo de guarda de cada um deles.
Château Haut-Brion 1999 (Pessac-Léognan)
Château Haut-Brion 2004 (Pessac-Léognan)
Avaliados ao longo de quase quatro horas, primeiramente sem comida e posteriormente com uma sequência harmonizada de pratos, chegamos a um consenso destacando o Haut-Brion 1999, o Latour 2001 e o Léoville Las Cases 2001 como os melhores do painel. O Haut-Brion mostrou-se mais complexo e pronto, o Latour impressionou pela pujança de seus taninos, enquanto o Léoville desfilou sua habitual elegância.
Château Pavie 1994 (St-Émilion)
Por outro lado, o mesmo Latour 2001 e o Haut-Brion 2004 deixaram claro que ainda tem de aguardar um bom tempo antes de exibir todo o seu potencial. O Mouton-Rothschild 2001 e o Pavie 1994 ficaram numa faixa intermediária (comparativamente, é claro!), deixando o Léoville Las Cases 1998 um pouco para trás (a meu ver ele estava um pouco prejudicado, talvez levemente bouchonée).
Château Mouton-Rothschild 2001 (Pauillac)
Enfim, depois de uma sequência de degustações de ótimos vinhos de Bordeaux nas últimas semanas, inclusive uma magnífica horizontal de 1989‘s, posso assegurar que o renome e a paixão que esses vinhos despertam na grande maioria dos enófilos não se dá por acaso ou apelo de marketing. Eles ainda continuarão a reinar como um dos maiores ícones do mundo do vinho por longo tempo. Santé!

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