Château Pichon-Longueville Baron x Château Pontet-Canet safras 2003, 2004 e 2005, um interessante duelo dentro de Pauillac!

Data

Châteaux Pichon-Longueville Baron e Pontet-Canet, 
dois grandes tintos da atualidade em Pauillac!
O objetivo original planejado para essa degustação da Desconfraria era avaliar, indiscriminadamente, tintos de Pauillac e Saint-Estèphe das safras 2003 a 2005. No entanto, ela acabou se convertendo numa disputa entre dois grandes vinhos de Pauillac: o Pichon Baron (2eme Cru Classé) e o Pontet-Canet (5eme Cru Classé). Afinal de contas, dos 11 vinhos presentes no painel, 8 pertenciam a um ou outro château dessa apelação de Bordeaux. Considerando a presença maciça desses dois vinhos (inclusive das três safras permitidas: 2003, 2004 e 2005) e o resultado final (eles ocuparam os 6 primeiros lugares), decidi tratar apenas deles neste post. 
Por maior que tenha sido a coincidência nas escolhas feitas pelos participantes, não é difícil de explicá-las. Há mais de 150 anos a comuna de Pauillac reina como a mais bem sucedida apelação da margem esquerda de Bordeaux. Desde a famosa classificação de 1855, os châteaux Lafite-Rothschild e Latour receberam a distinção de ser um dos quatro únicos 1ers Crus Classés do Medóc, ao lado dos châteaux Margaux e Haut-Brion  (acrescidos do Mouton-Rothschild em 1973).
Logo na sequência qualitativa dos três vinhos Premiers Crus Classés de Pauillac aparecem os “gêmeos” Pichon-Longueville (Baron e Comtesse de Lalande), classificados com “deuxièmes crus classés”. O Pontet-Canet aparece classificado apenas como um “cinquième cru classé” na lista original, mas nos últimos anos alcançou um status de qualidade e preço que o coloca hoje como um dos melhores da apelação.
Avaliados totalmente às cegas, os vinhos apresentaram grande semelhança olfativa, algo esperado em vinhos oriundos de mesmo terroir e blend praticamente idêntico. A diferenciação entre os vinhos só se mostrou mais evidente ao paladar, com uma característica marcante de grande potência tânica no Pontet-Canet, deixando para o Pichon Baron um traço mais refinado e equilibrado que deve explicar o resultado final das preferências no painel.
Observando os vinhos dentro de cada safra, ficou claro o efeito causado pelo calor excessivo em 2003: as notas da crítica parecem nitidamente infladas após uma década de guarda desses vinhos. Os vinhos da excepcional safra 2005 demonstram seu grande potencial de guarda, mas já estão excepcionais para beber agora. A “humilde” 2004 por sua vez está na plenitude e vem mostrando-se ideal para beber agora.
O resultado final dos 4 Pichon-Longueville Baron e 4 Pontet-Canet dentro do painel foi o seguinte:
10º lugar: Pontet-Canet 2003 (RP95/WS94)
 65% CS, 30% Merlot, 4% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot

8º lugar: Pontet-Canet 2005 (RP96/WS96)
70% CS, 25% Merlot, 3% CF e 2% Petit Verdot

6º lugar: Pontet-Canet 2004 (RP90/WS93)
CS 65 %, Merlot 29%, 4% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot

5º lugar: Pichon-Longueville Baron 2003 (RP94/WS95)
65% CS, 31% Merlot e 4% Petit Verdot

4º lugar: Pontet-Canet 2004 (RP90/WS93)
CS 65 %, Merlot 29%, 4% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot

3º lugar: Pichon-Longueville Baron 2005 (RP94/WS94)
64% CS, 29% Merlot, 6% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot

2º lugar: Pichon-Longueville Baron 2004 (RP93)
53% CS, 36% Merlot, 4% CF e 7% Petit Verdot

1º lugar: Pichon-Longueville Baron 2005 (RP94/WS94)
64% CS, 29% Merlot, 6% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot

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