Direto da Taça: Remirez de Ganuza Gran Reserva 2004 x Clos Mogador 2004, um embate entre dois gigantes da Rioja e do Priorato!

Data

Remirez de Ganuza Gran Reserva 2004 (Rioja) x Clos Mogador 2004 (Priorato)
Ao lado de outros rótulos famosos como Pingus, Contador, El Pison, Aalto PS, l’Ermita e Clos Erasmus, esses dois vinhos fazem parte do “Olimpo” da moderna enologia da Espanha, ganhando muita notoriedade internacional graças às altas pontuações recebidas pela crítica especializada.
Passados 10 anos da elaboração destes dois vinhos da safra 2004, uma das melhores em anos recentes nas principais zonas produtoras espanholas, o Remirez de Ganuza Gran Reserva e o Clos Mogador foram degustados lado a lado para descobrirmos como eles evoluíram e se eles fazem jus aos grandes elogios recebidos ao longo desse tempo.
Remirez de Ganuza Gran Reserva 2004 
Degustar um vinho que mereceu o escore máximo da Wine Advocate (100 pontos) é sempre um momento cercado de expectativas, mas eu já tinha uma boa ideia do que iria encontrar na taça. Confirmando as características esperadas, o vinho mostrou uma altíssima concentração de frutas maduras, ainda fechado no nariz (aromas primários), com taninos potentes e macios, acidez mediana e final de boca muito intenso. 
Considerando que se trata de um vinho de Rioja (90% Tempranillo e 10% Graciano) e classificado como Gran Reserva (53 meses em barricas novas de carvalho francês e americano + 36 meses na garrafa), confesso que ele não me impressionou muito, deixando passar longe a tipicidade da Rioja, uma região que me é tão cara e apreciada. Na essência, pareceu-me apenas um grande vinho que poderia ser feito em qualquer lugar propício à viticultura no mundo, mas que carece de personalidade própria.

Clos Mogador 2004 
Comparativamente com os vinhos da Rioja, os tintos do Priorato levam uma certa “vantagem” por já terem nascido modernos. Elaborado com um blend peculiar que reúne as locais Garnacha e Cariñena, e as internacionais Cabernet Sauvignon e Shiraz, o Clos Mogador apresentou-se de maneira um pouco distinta daquela que esperava e que vinha observando em provas recentes de tintos da região.
Graças a competência e genialidade do enólogo René Barbier, esse Clos Mogador não abriu mão da robustez e exuberância de um tinto elaborado com uvas muito maduras e concentradas, mas conseguiu conciliar esse poderio de fruta com uma acidez refinada e grande fragrância aromática, exalando notas de frutas negras, toques de lavanda e grafite. Honrou com louvou as melhores características dos vinhos do Priorato, capaz de agradar os paladares modernos e satisfazer aqueles que buscam vinhos mais elegantes e complexos.
De maneira geral, as minhas impressões e dos dois degustadores que me acompanharam na prova, levou a um resultado unânime, onde o Clos Mogador saiu-se melhor que o Remirez de Ganuza, especialmente no quesito acidez e tipicidade. Mas isso é apenas a avaliação de quem dá ênfase ao refinamento e complexidade nos vinhos. Para os fãs de vinhos encorpados e com grande concentração de fruta, a percepção pode ser bem diferente.

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