Painel de Degustação: Supertoscanos 2004 a 2006, uma surpreendente queda de ícones e um empate ao final…

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Supertoscanos 2004, 2005 e 2006, um painel cheio de surpresas…

Como inevitavelmente acontece em degustações às cegas, a avaliação comparativa costuma deixar alguns vinhos consagrados fora da posição esperada pelos degustadores, especialmente se considerarmos também as avaliações prévias feitas pela crítica especializada.

O último painel de degustação da Desconfraria, “Supertoscanos 2004 a 2006”, não foi diferente e confirmou mais uma vez essa “regrinha” que sempre faz estragos diante de alguns grandes rótulos, deixando dois dos grandes nomes desse segmento (Sassicaia e Tignanello) entre as três últimas posições da prova.

Antes de falar mais sobre o resultado do painel de Supertoscanos, vale a pena explanar um pouco sobre sua curiosa origem nesta belíssima região da Itália Central.

Os Supertoscanos surgiram efetivamente para o mundo em 1971, ano de lançamento do Tignanello (ainda que o Sassicaia já existisse de modo restrito ao consumo familiar dos Antinori desde os anos 1940) e causaram um rebuliço no tradicional modelo de vinificação da região.

Inicialmente, isso se devia a inserção de castas estrangeiras na elaboração dos vinhos, evoluindo para o uso das barricas de carvalho francês novo (em detrimento dos grandes botti tradicionais) e de outras técnicas que feriam as rígidas normas das DOC’s locais. Esse desrespeito às normas levou esses vinhos para o nível mais baixo da classificação: Vino di Tavola, convertida mais tarde em IGT (Indicazione Geografica Tipica).

Apesar de tudo isso, a qualidade dos vinhos falou mais alto e o sucesso dos “Supertoscanos” estimulou que novos rótulos surgissem e conquistassem o mercado. Atualmente, mesmo com alterações nas regras das denominações de origem que possibilitariam a alguns desses vinhos se enquadrar nas DOC’s da Toscana, eles preferem manter-se sob esse manto de liberdade de expressão.

De um modo resumido, quando falamos de um Supertoscano, estamos nos referindo a um vinho com um estilo de aromas muito fragrante, denso e poderoso, com taninos firmes, bem maduros e amadurecimento em carvalho novo francês.

Voltando ao nosso painel, ele reuniu oito vinhos distintos e nos trouxe algumas grandes surpresas (ou decepções) na hora de estabelecermos nossa classificação final. Veja quais foram os vinhos, inclusive suas avaliações prévias e composições individuais:

8º lugar: Argentiera Bolgheri Superiore 2006 (WS91)
50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10% Cabernet Franc
7º lugar: Sassicaia 2006 (RP97/WS94)
85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc
6º lugar: Antinori Tignanello 2004 (WS94)
85% Sangiovese, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc

5º lugar: Col d’Orcia Nearco 2004 (WS87)
50 % Merlot, 30% Cabernet Sauvignon e 20% Syrah
4º lugar: Le Serre Nuove dell’Ornellaia 2004 (WS90)
40% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 15% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot
3º lugar: Castello Banfi Excelsus 2004 (WE93)
60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot
1º lugar (empate de dois vinhos):
Castellare I Sodi di San Niccolò 2004 (WS94)
85% Sangioveto e 15% Malvasia Nera
La Massa Giorgio Primo 2006 (RP94/WS94)
30% Merlot, 30% Sangiovese, 30% Cabernet Sauvignon e 10% Petit Verdot
No final desta semana teremos mais um interessante painel de vinhos italianos: Piemonte 1999 a 2001, certamente repleto de ótimos Barolos e Barbarescos. Fiquem de olho!

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