Degustação vertical de Weinerts: entre Cavas e Estrellas de 1977 a 1999!

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Bodegas Weinert: uma aposta certeira em vinhos de estilo tradicional…
Não são muitas as vinícolas argentinas que investem suas fichas (ou uvas, melhor dizendo) na elaboração de vinhos no estilo “Velho Mundo”, mas aquelas que o fazem, como as bodegas López e Weinert, colhem os frutos de um investimento de longa maturação, mas que lhes trazem um resultado esplendoroso.
Já publiquei inúmeras no blog sobre os refinados e longevos Montchenots produzidos desde 1960 pela Bodegas López, mas faltava apresentar um painel consistente sobre os melhores vinhos da Weinert, cuja primeira safra comercial surgiu em 1977.
Para começar, reuni no início deste ano um painel preparatório contendo 5 safras do Cavas de Weinert (safras entre 1983 e 2002) que vinha “colecionando” na adega e confirmei a ótima capacidade de guarda desses vinhos, capazes de oferecer uma complexidade singular e certa dose de elegância.
Desta vez fui bem mais longe e agrupei 6 dos melhores vinhos já produzidos pela Weinert (todos eles vindos diretamente de sua adega): 2 da primeira safra (Cavas de Weinert e Cabernet Sauvignon 1977), 3 da linha especial “Estrella”, feita apenas com varietais (CS 1994, Malbec 1994 e Merlot 1999) e mais um Cavas de Weinert 1994, para fazer contraponto com a evolução da safra de 1977.
Antes de iniciar a degustação, seguindo as recomendações da vinícola e de experiências prévias com esses vinhos, eles foram decantados e aerados por quase duas horas antes de serem servidos. Mesmo com todo esse prazo, fiquei um pouco apreensivo quando chegaram às taças e detectamos uma presença bem marcante de aromas de madeira velha e alcatrão, que só se atenuaram após umas três horas da abertura das mesmas.
Em linhas gerais, apesar de achá-los um pouco mais alcoólicos que o desejável, gostei bastante dos vinhos (ainda que os considere um pouco abaixo do nível alcançado pelos Montchenots da López), especialmente da versão Cavas de Weinert, blend de CS, Malbec e Merlot. Entre os monocastas, o Cabernet Sauvignon 1977 se sobressaiu entre os demais. Do alto de seus 37 anos de evolução, mostrou-se ainda bem vivo, com taninos bem delineados e acidez compatível e bem equilibrada. 
Por uma ironia, foi justamente o outro Cabernet Sauvignon, o “Estrella” 1994 que destoou do restante do grupo em minha opinião, com aromas excessivamente amadeirados, mesmo após a longa aeração, que me causaram um certo incômodo. Como me resta uma outra garrafa, farei a prova dos 9(4) para ver se apago essa má impressão inicial.
Veja os vinhos degustados em detalhes:
Weinert Cabernet Sauvignon 1977
100% CS de vinhas em pé franco

Cavas de Weinert 1977
40% CS, 40% Malbec e 20% Merlot 
(3 anos de amadurecimento em tonéis separados de carvalho francês)
Cavas de Weinert 1994 
40% CS, 40% Malbec e 20% Merlot 
(3 anos de amadurecimento em tonéis separados de carvalho francês)
Weinert Estrella Cabernet Sauvignon 1994
100% CS de vinhas em pé franco com mais de 40 anos de idade 
(7 anos de amadurecimento em tonéis de carvalho francês) 
Enólogo: Don Raúl de la Mota
Weinert Estrella Malbec 1994
100% Malbec de vinhas com mais de 80 anos de idade 
(16 anos de amadurecimento em tonéis de carvalho francês) 
Enólogos: Don Raúl de la Mota e Hubert Weber
Weinert Estrella Merlot 1999
100% Merlot (5 anos de amadurecimento em tonéis de carvalho francês) 
Enólogo: Hubert Weber
E no final, só restaram as boas lembranças…

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