Direto da Taça: Romanée-Conti Richebourg 2001, um mito vínico que faz jus ao renome!

Data

Romanée-Conti Richebourg 2001
Encravados na pequena vila borgonhesa de Vosne-Romanée estão alguns dos vinhedos Grand Cru (8 no total) mais famosos da região e do mundo: nomes como Romanée-Conti, La Romanée, Romanée St-Vivant, Richebourg, La Tâche,  La Grand Rue, Échézeaux e Grands-Échézeaux povoam as mentes de qualquer enófilo do planeta, desejosos de ter a chance de prová-los. 
Dentro desses pequeninos pedaços de terra (míseros 75 hectares) existe algo ainda mais especial: os Grands Crus elaborados pelo idolatrado Domaine de la Romanée-Conti (DRC), o maior dentre todos os produtores da Borgonha. Ele detém cerca de 1/3 desses Grands Crus, com o monopólio de dois deles (Romanée-Conti e La Tâche) e vinhas em outros quatro (Romanée St-Vivant, Richebourg, Échézeaux e Grands-Échézeaux).  Existe apenas um grande empecilho para saciar esse desejo de degustá-los: o preço!
Mapa de Vosne-Romanée
As razões que levam esses vinhos de terroirs tão privilegiados a alcançar valores estratosféricos são bem conhecidas: baixíssima produção, altíssima qualidade e, especialmente, uma combinação de “grife” e cadeia de distribuição que fazem com que eles passem por inúmeros intermediários antes de chegar nas lojas de vinho. Para piorar as coisas, o crescente interesse de “novos-ricos” do Leste Europeu e da Ásia inflou ainda mais os preços desses vinhos diante de tamanha demanda.
Infelizmente não parece que haja muito o que fazer, basta considerar a limitada área de produção desses vinhos, no caso do DRC elas variam de 1,81 (Romanée-Conti) a 6,06 hectares (La Tâche). O DRC Richebourg em questão tem uma área delimitada de apenas 3,51 hectares (dentro dos 8,03 hectares do vinhedo Grand Cru). Para dificultar ainda mais, a qualidade das safras na Borgonha é muito variável em função do clima e a produção das uvas responde de maneira proporcional. Por exemplo, entre 1997 e 2010, o número total de garrafas de Richebourg variou de 6.230 (2008) e 15.537 (2000).
Por todas essas razões, degustar qualquer vinho do Domaine de La Romanée-Conti é, indiscutivelmente um grande privilégio, mas fazê-lo dentro de um painel com outros dez Grands Crus da Borgonha, de safras entre 1982 e 2002, é algo ainda mais especial. 
11 Grands Crus da Borgonha (1982-2002)
Impressões de degustação:
Considerado pelo especialista Clive Coates como o melhor Grand Cru non monopole de Vosne-Romanée, o Richebourg do DRC é seguramente o melhor dentre eles. Essa garrafa de 2001 não foi degustado às cegas, mas perfilado ao lado de outros Grands Crus (de safras entre 1982 e 2002) de ótimos produtores e Grands Crus de toda a Borgonha. 
O desempenho do DRC Richebourg 2001 foi dentro do esperado, destacando-se entre os demais e dividindo as preferências com um Corton-Bressandes de Jacques Prieur (2001) e um Latricières-Chambertin do Domaine Trapet (1993). Ele exibiu uma bela cor granada escura e translúcida, com aromas intensos de cerejas maduras, chocolate amargo, terra úmida, folhas secas e um discreto traço defumado, representando perfeitamente a tipicidade da casta na região. No paladar o vinho foi mais além, com camadas múltiplas de sabores puros, taninos perfeitamente maduros e cremosos (mas não doces), acidez salpicante e integração total dos demais elementos. Um colosso de elegância e expressão sensorial! 
Como disse antes, só podemos lamentar o alto preço de cada garrafa, cerca de 1.500 euros (na Europa)…

Outros Artigos

Olá, fique mais um pouco. Sou seu Wine Hunter.

Se não encontrou o que realmente procurava, deixe que eu faça isso por você.

Quero te propor a melhor experiência em nosso Marketplace de vinhos!