Painel de Degustação: Portugal exceto Douro (safras 2001 a 2003) trouxe um Terras do Sado como destaque!

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Apesar do predomínio dos alentejanos, um Terras do Sado roubou a cena…
Escrevo com bastante atraso esse post sobre mais uma interessante degustação da Desconfraria, cujo tema permitia a participação apenas de vinhos portugueses mais evoluídos (safras 2001, 2002 e 2003), excluindo ainda aqueles que fossem produzidos no Douro.
Como em anos anteriores, a região do Alentejo teve presença majoritária entre os vinhos levados pelos confrades (4 em 7), mas desta vez, apenas um deles apareceu entre os três melhores. O vencedor, quase por unanimidade, foi o excelente Hexagon 2003, produzido na região da Península de Setúbal (ou Terras do Sado), seguido pelo famoso Pera Manca 2003 (Alentejo) e o Quinta do Monte d’Oiro Homenagem a Antônio Carqueijeiro 2001 (Estremadura). 
Pessoalmente, lamentei apenas o mau desempenho do raro e exclusivo Palácio do Buçaco Tinto 2001, vinho produzido pelo palácio (atualmente um hotel) que lhe empresta o nome, com uvas da Bairrada e do Dão. Talvez pelo fato de ser elaborado com uma grande porcentagem da “difícil” casta Baga, fosse um vinho que ainda estivesse longe do momento ideal para ser aberto. 
A sequência de classificação dos demais vinhos seguiu uma lógica bastante plausível, com nítido destaque para aqueles mais modernos, aveludados e potentes, cujos níveis de acidez ficaram num segundo plano. Outro aspecto a ser ressaltado foi a ausência de exemplares da safra 2002, um ano de clima desastroso para muitas regiões vinícolas da Europa, e que também atingiu em cheio as principais zonas produtoras de Portugal.
Veja a seguir como ficou a classificação final dos vinhos deste painel:
7º colocado: Palácio do Buçaco Tinto 2001 (Bairrada/Dão)
Composição: Baga (predominante) e diversas outras castas locais
6º colocado: Mouchão Colheitas Antigas 2003 (Alentejo)
Composição: 80% Alicante Bouschet e 20% Trincadeira
5º colocado: Monte da Penha 2001 (Alentejo)
Composição: 55% Trincadeira, 25% Aragonês, 18% Alicante Bouschet e 2% Moreto
4º colocado: Esporão Private Selection (Garrafeira) 2003
Composição: Alicante Bouschet e Aragonês
3º colocado: Quinta do Monte d’Oiro Homenagem a Antônio Carqueijeiro 2001
Composição: 94% Syrah e 6% Viognier
2º colocado: Pera Manca 2003 (Alentejo)
Composição: Trincadeira e Aragonês
O campeão: Hexagon 2003
Composição: 30% Touriga Nacional, 30% Syrah, 15% Trincadeira e 25% Touriga Franca, Tinto Cão e Tannat 
Da esquerda para a direita, a ordem final de classificação dos vinhos
O próximo painel também trará vinhos ibéricos mais evoluídos: Espanha exceto Ribera del Duero, das safras 2000 a 2002. Quem será que vai prevalecer, Riojas ou Prioratos?

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