Conheça os vinhedos mais peculiares, inóspitos e extremos do mundo!

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A videira é sem dúvida a frutífera mais “corajosa” da terra!
Plantadas em penhascos dignos de ser moradia de cabras e visitados apenas por montanhistas ou inseridas nas bordas de vulcões prontos para explodir, existem poucos lugares no mundo onde as vinhas e seus viticultores temem se instalar na busca incessante de produzir o melhor (ou único) vinho que puderem.
The Drinks Business reuniu uma pequena seleção de vinhedos que desafiam todos os limites geográficos, botânicos e até políticos para elaborar vinhos que merecem ser destacados, senão apenas pela ótima qualidade, mas também pelo exotismo e pela corajosa iniciativa para cultivá-los. Veja quais são eles:
Bodega Colomé (Salta – Argentina)
Localizado no alto dos Vales Calchaquis, em Salta, no norte da Argentina, os vinhedos da Bodega Colomé estão plantados em altitudes que variam de 1.750 até incríveis 3.111 metros acima do nível do mar. Para efeito de comparação, os vinhedos mais altos da Europa estão na região suíça de Visperterminen a “apenas” 1.100 metros de altitude. A amplitude térmica na região, muito importante para que se obtenham uvas ideais para a vinificação, é extrema e chega a ser de 20ºC entre o dia e a noite. Um desafio constante para os viticultores.
Domaine de Bargylus (Síria) e Chateau Mársias (Líbano)
Essas duas vinícolas, uma Síria e outra no Líbano, supervisionadas pelo renomado consultor Stephane Derenoncourt, enfrentam um outro tipo de desafio: o geopolitíco, já que estão muito próximas de zonas de guerra. 
Na Síria, duas a três semanas antes da colheita, aconteceram combates a meros 500 metros de distância das vinhas, algumas inclusive feridas à bala por causa do conflito. No Líbano, no Château Mársias, não foi diferente, já que ele está numa “terra de ninguém” extremamente arriscada, onde a violência vem dos dois lados da fronteira.
Les Amis de Farinet (Suíça)
Pertencente a nada menos que o próprio Dalai Lama, o vinhedo Les Amis de Farinet fica na região montanhosa do Valais (Suiça) e é o menor vinhedo do mundo, composto por apenas três vinhas (Pinot Noir e Chasselas).
As uvas produzidas ali são mescladas com outras de vinhedos próximos, gerando a cada ano apenas 1.000 garrafas de vinho. Elas são vendidas em leilões para angariar cerca de US$ 35.000 para ajudar causas beneficentes.
Sahara Vineyards (Egito)
O desafio de cultivar uvas no deserto egípcio é imenso, mas Karim Hwaidak, proprietário da Sahara Vineyards nos arredores do Cairo, capital do Egito, supervisiona pessoalmente um vinhedo de 600 hectares plantado com 30 castas diferentes de uva. 
Enfrentando mudanças substanciais na temperatura entre o dia e a noite, quase sem chuvas e matéria orgânica e nutrientes para as vinhas, Karim recorre a 30 toneladas de adubo por hectare e irrigação por gotejamento para fazer as vinhas prosperarem. 
Beudon (Suíça)
A pequena denominação de Beudon, na Suíça, abrange um afloramento rochoso de 305 metros acima do fundo de um vale com videiras “agarradas” ao lado da montanha. O vinhedo em si só é acessível através de uma trilha na montanha extremamente íngreme ou pelo teleférico privado do Domaine de Beudon, usado para o transporte de uvas do alto do penhasco durante a época da colheita.
Siam Winery (Tailândia)
Situadas no delta do rio Chao Phraya (60 km a sudoeste de Bangkok), as videiras flutuantes da Siam Winery são, talvez, as mais incomuns dessa lista. Aqui, as videiras são plantadas em ilhas separadas por canais de água que mantém as uvas imunes de secar diante do intenso calor local. 
Ilha do Fogo (Cabo Verde)
Com uma topografia muitas vezes comparada à da Lua, a Ilha do Fogo em Cabo Verde, um arquipélago na costa noroeste da África, é sem dúvida uma das regiões vitivinícolas mais surreais do mundo. Localizada na base de um vulcão ativo, cuja erupção mais recentemente ocorreu em 1995, a ilha é o lar de apenas 1.000 pessoas. Apesar dos desafios enfrentados, duas pequenas cooperativas, Sodade e Chã das Caldeiras, produziram 160 mil garrafas de vinhos brancos, tintos e rosados ​​no ano passado a partir das uvas colhidas.
Blaxta Vineyard (Flen – Suécia)
Localizada muito mais ao norte do que as latitudes habituais da viticultura europeia (30º e 50º), as conquistas desta vinícola são impressionantes. O vinhedo da Blaxta fica 100 km a oeste da capital sueca Estocolmo (na latitude 59º), ou seja, suas vinhas estão situadas no local mais ao norte dentre todas no mundo. Ela conta com cerca de três hectares de vinhas plantadas com Vidal, Chardonnay, Merlot e Cabernet Franc.
Diante da incrível capacidade, versatilidade e utilidade da videira, eu me arriscaria a dizer que ela é poderia ser chamada de “melhor amiga vegetal” do homem…

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