Direto da Adega: Catena Zapata Alta Malbec 2004, uma década que passou como se fosse apenas um ano em Júpiter!

Data

Catena Alta Malbec 2004, quase nenhum vestígio da passagem do tempo…
Por conta da passagem do Malbec World Day no último dia 17 de abril, data escolhida pelos argentinos para homenagear sua casta mais emblemática, decidi abrir uma de minhas duas últimas garrafas de Catena Alta Malbec 2004, um rótulo clássico daquela que certamente é a mais renomada e reconhecida vinícola do país.
Produzido a partir de uvas oriundas dos melhores vinhedos de altura da vinícola Catena (Angélica, La Pirámide, Nicasia e Adrianna, que variam de 874 a 1470 metros de altitude) e delicadamente amadurecido em barricas de carvalho francês (majoritariamente novo), esse 2004 impressionou desde o início. 
Perfeitamente conservado por quase uma década na adega (o estado da rolha diz muito sobre isso…), esse Catena Alta me deu a impressão de ter sido produzido, no máximo, há duas ou três colheitas atrás, já que era dotado de uma coloração violeta, quase negra e intransponível à luz.
A concentração observada no visual veio seguida de uma óbvia exuberância aromática, rica em frutas negras, alcaçuz e chocolate amargo, que só evoluíram para algo mais depois de umas duas horas de aeração no decanter. Surgiram então as notas de grafite, terra úmida e “caixa de charuto” que puderam dar alguma indicação de sua idade, algo que curiosamente preocupava várias pessoas que viram a foto publicada no meu Instagram e julgavam que ele pudesse estar evoluído demais. Certamente não é o caso desse vinho.
No paladar ele se revelou mais uma vez tremendamente jovial, com taninos perfeitamente maduros (e quase doces), presença de madeira quase imperceptível, boa dose de acidez e um corpo muito agradável, formando um conjunto bem afinado e fácil de beber, mesmo considerando sua grande concentração gustativa.
Dotado de um final de boca macio e extremamente longo, fica fácil de entender sua aclamação na época de seu lançamento, figurando entre os Top 100 da revista Wine Spectator em 2007 e merecendo um 94 pontos de Robert Parker, numa época em que Jay Miller e suas notas infladas ainda não tinha chegado na Argentina. Grande vinho, sem dúvida! Se você é um feliz proprietário de alguma(s) dessas garrafas, fique tranquilo, pode guardá-las por mais uma década, como se ele estivesse adegado em Júpiter (onde um ano equivale a quase 12 dos nossos na Terra).

Outros Artigos

Olá, fique mais um pouco. Sou seu Wine Hunter.

Se não encontrou o que realmente procurava, deixe que eu faça isso por você.

Quero te propor a melhor experiência em nosso Marketplace de vinhos!