Quem é Quem na Côte d'Or: além do terroir e do produtor, a qualidade da safra é fundamental na Borgonha!

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Qualidade da safra, mais uma variável na complexa equação que define um vinho da Borgonha…
Depois de conhecer os melhores vinhedos e os produtores/négociants mais destacados da Côte d’Or, a região produtora de maior prestígio na Borgonha, ainda ficou faltando descobrir as safras onde o clima colaborou e os vinhos produzidos na região conseguiram atingir sua maior expressão.
O especialista Clive Coates elaborou em seu livro The Wines of Burgundy uma relação de safras entre 1945 e 2005, descrevendo seu nível de qualidade e provável estágio de evolução, fornecendo uma referência segura quando tratamos de vinhos da Borgonha que estão chegando a uma década de vida ou mais. Em algumas safras consideradas medíocres ou que já devem estar “mortas”, ele simplesmente as desconsidera para receber qualquer atribuição de valor.
Valendo da escala 0-20, Coates atribuiu notas para as safras entre 10 (fracas) e 20,0 (excepcionais), considerando algumas variações dentro delas. Quando indicadas entre parenteses, ele sugere que as safras já passaram de seu melhor momento de consumo. 
Ele faz questão de frisar também que mesmo em anos ruins, os melhores produtores são capazes de surpreender e elaborar vinhos excelentes. Porém, destaca ele, o inverso também ocorre com muita frequência. 
A vida de quem elabora e aprecia esses vinhos não é nada fácil…
Safra Tintos Brancos
2005 19 18,5
2004 14-16 16,5
2003 12-15 10-12,5
2002 18 19
2001 14-16 14,5
2000 13-15,5 15,5
1999 18,5 17,5
1998 16 (14,5)
1997 14 (14)
1996 16,5 15,5
1995 17,5 18,5
1994 13-14,5 (13,5)
1993 17,5 (15)
1992 14 (15,5)
1991 16 (13,5)
1990 18,5 16,5
1989 16,5 (16,5)
1988 17,5 (14,5)
1987 (14,5) (13,5)
1986 (12-14,5) ((13,5-16,5)
1985 16,5 (18,5)
1984
1983 (12-18,5) (13,5)
1982 (14,5) (16)
1981
1980 (13-16) (12)
Para safras ainda mais antigas, Coates considera que apenas os tintos de 1978 (15,5), 1969 (16), 1964 (17,5) e 1959 (18,5) ainda podem estar dentro de período de apogeu. Entre 2006 e 2010, os brancos tiveram um desempenho bastante regular (destaque para 2008). No caso do tintos, 2009 e 2010 revelaram-se os mais promissores, podendo evoluir grandiosamente por mais 10 ou 15 anos.
Agora que você já tem todas as variáveis da complexa equação dos vinhos da Borgonha, é só fazer as contas e escolher seus vinhos preferidos: para a adega ou para a taça!

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