Quem é Quem na Côte d'Or: os vinhedos que fazem a diferença e a glória da Borgonha!

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A Borgonha e sua intrincada geografia de minúsculos vinhedos
Quando falamos da região francesa da Borgonha, até mesmo o mais experiente dos enófilos titubeia diante das inúmeras nuances que permeiam as A.O.C’s (apelação de origem controlada) que se estendem de Chablis (ao norte) até o Beaujolais (no sul), ainda que essa área não seja oficialmente considerada como pertencente à Borgonha.
Dentro desse universo de diversidades, onde a palavra francesa terroir tem mais significado e importância que em qualquer outro lugar, a região conhecida como Côte d’Or (dividida em Côte de Nuits e Côte de Beaune) abriga os vinhedos de maior relevância em toda a Borgonha.
Para facilitar a compreensão e atribuir o devido valor de cada um desses abençoados vinhedos, Clive Coates, Master of Wine e um dos maiores especialistas em vinhos da Borgonha, classificou os melhores deles em um ranking de 1 a 3 estrelas, separados em tintos e brancos. Uma relação de vinhedos, não limitados ao conceito de Grand Cru ou 1er Cru, que certamente vai nos ajudar a identificar claramente “quem é quem” nesse complexo tabuleiro de terroirs.
Côte de Nuits
Côte de Beaune

 *** (3 Estrelas)
TINTOS: Romanée-Conti, La Tâche, Richebourg, Romanée-Saint-Vivant, Grands-Echézeaux, Clos de Vougeot (parcela superior), Le Musigny, Clos de la Roche, La Romanée, Chambertin, Chambertin Clos de Bèze, Mazis-Chambertin (haut), Ruchottes-Chambertin (bas) e Corton (Clos du Roi)
BRANCOS: Le Montrachet, Chevalier-Montrachet, Corton-Charlemagne (lieu-dit Le Charlemagne e a parcela sul de En Charlemagne) 
** (2 Estrelas)
TINTOS: La Grande-Rue, Echézeaux, Clos de Vougeot (parte inferior), Bonnes-Mares, Clos de Tart, Clos de Lambrays, Clos Saint-Denis, Chapelle-Chambertin, Charmes-Chambertin, Corton (exc. Clos du Roi), Griotte-Chambertin, Latricières-Chambertin, Mazis-Chambertin (bas), Mazoyères-Chambertin, Ruchottes-Chambertin (haut), Gevrey-Chambertin (Clos Saint-Jacques), Chambolle-Musigny (Les Amoureuses)
BRANCOS: Corton-Charlemagne (o restante), Bâtard-Montrachet, Bienvenues-Bâtard-Montrachet, Criots-Bâtard-Montrachet, Mersault (Les Perrières – dessous), Puligny-Montrachet (Les Caillerets)
* (1 Estrela)
TINTOS: Gevrey-Chambertin (Les Cazetiers, Estournelles-Saint-Jacques, Lavaux-Saint-Jacques, Les Combottes), Chambolle-Musigny (Les Fuées, Les Cras, La Combe d’Orveau), Vosne-Romanée (Les Beaumonts bas, Les Brûlées norte, Les Suchots – seção superior, Cros Parentoux, Les Malconsorts), Nuit-Saint-Georges (Aux Boudots, Les Saint-Georges, Les Vaucrains, Les Cailles, Les Porrets/Clos des Porrets), Pernand-Vergelesses (Ile de Vergelesses), Pommard (Les Petits Epenots, Les Rugiens – bas), Volnay (Les Caillerets – dessous, Clos de Chênes – dessous, Taille-Pieds, Les Santenots-du-Milieu)
BRANCOS: Mersault (Les Genevrières – dessous, Les Charmes – dessous, Les Perrières – dessus), Puligny-Montrachet (Les Combettes, Les Perrières, Les Pucelles, Les Folatières – seção inferior, Clos de la Garenne), Chassagne-Montrachet (Blanchot – dessous, En Remilly, Les Caillerets, La Grande Montagne, Les Grandes Ruchottes, La Romanée)
Essa classificação de vinhedos acima certamente vai facilitar muito na hora de escolher os melhores em cada A.O.C. da Côte d’Or, mas como tudo por lá é um pouco mais complicado que em outras regiões vínicas do mundo, ainda é preciso saber “Quem é Quem” entre os produtores em cada uma delas, uma classificação que você verá logo mais, no próximo post sobre a rica e complexa Borgonha.

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