Direto da Adega: Vertical de Cavas de Weinert 1983, 1996, 1999, 2000 e 2002, um clássico argentino em ótima forma!

Data

Cavas de Weinert, blend de 40% CS, 40% Malbec e 20% Merlot
Da mesma maneira que seu conterrâneo argentino, o vinho de longa guarda Montchenot, feito pela Bodegas Lopez, o Cavas de Weinert, da bodega que lhe empresta o nome (Weinert) também se utiliza do mesmo processo, longo e laborioso, de amadurecimento dos vinhos. 
Para que alcancem o ponto ideal de refinamento desejado pela vinícola, os Cavas de Weinert passam por um estágio de 36 meses em grandes tonéis de carvalho francês usado, que lhes conferem um caráter semelhante ao que observamos nos complexos e longevos tintos espanhóis da Rioja.
Desejando avaliar a capacidade de guarda e evolução na garrafa desse vinho, busquei na adega as últimas garrafas que dispunha do Cavas de Weinert, uma vertical de 5 safras (1983, 1996, 1999, 2000 e 2002), algumas adquiridas por aqui e outras trazidas da Argentina.
Apesar de já ter tido a oportunidade de degustar todas essas safras isoladamente, faltava avaliá-las em conjunto e diante de um grupo coeso de degustadores. Durante a primeira reunião de uma das confrarias que participo, presenteei meus confrades com essa vertical. Depois de quase três horas de decantação (o tempo foi além do desejado…), finalmente fizemos a prova dos vinhos…
Cabe destacar que eles não sabiam qual vinho (nem que safras) estavam degustando, apenas que eram todos de um mesmo rótulo. Propositalmente, servi os vinhos em ordem aleatória de idade (2002, 1996, 1983, 1999 e 2000) visando mascarar e confundir o real estágio de evolução de cada um deles. 
Para surpresa de todos, inclusive a minha, as safras dos extremos foram justamente as de maior destaque (1983 e 2002). O 1983, do alto de suas três décadas de vida, exibindo ainda um vigor refrescante sobre suas camadas de aromas complexos que formaram um excelente bouquet e que se sofisticava ainda mais quando levado à boca. O 2002 por sua vez, ofereceu a promessa de ser um vinho capaz de alcançar o mesmo estágio do 1983, mas que com quase duas décadas a menos de evolução, já transmite um caráter e um estilo refinado e muito prazeroso de beber.
Os demais (1996, 1999 e 2000) ficaram numa linha média, com bom caráter gustativo e olfativo, mas que aparentemente perderam um pouco de seu brilho perante seu longo tempo de contato com o ar. Nada que diminua suas conhecidas qualidades, mas que precisa ser registrado para que em ocasiões futuras não se leve a aeração dos vinhos a esse extremo de tempo.
Como a adega não pode desfalcada dessas joias argentinas, já estou providenciando a reposição com Cavas de Weinert e seus irmãos varietais (CS, Malbec e Merlot) das safras 1977 e 1994, consideradas as melhores já elaboradas pelo produtor. Em breve, quem sabe, estarei falando sobre elas por aqui…

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