Harmonização perfeita! A melhor "nota" para acompanhar um vinho é a "musical"…

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Um delicioso desafio: combinar vinhos e boas músicas…
Uma inspirada parceria entre a Wines of Argentina e o Winebar, projeto que reúne através da internet, enófilos e formadores de opinião para degustar e tecer comentários sobre vinhos enviados aos participantes, propôs um desafio adicional para o grupo de convidados: harmonizar os dois vinhos provados na ocasião com uma música a ser escolhida dentro de uma playlist pré-selecionada por Maurício Tagliari, músico e blogueiro de vinhos.
A ideia básica por trás da harmonização de um determinado vinho com uma música, é encontrar a melhor combinação entre esses dois elementos capazes de mexer com nossos cinco sentidos, de uma forma que eles possam se complementar e amplificar nossa percepção sobre cada um deles. 
Num primeiro momento, isso pode parecer uma tarefa fácil, mas mesmo dentro de uma seleção limitada a pouco mais de uma centena de músicas, dos mais variados estilos (que vão do jazz ao forró…), mas requer um elevado grau de acuidade sensorial para chegar a um resultado capaz de cumprir essa meta.
Coube a mim harmonizar um espumante feito pelo método tradicional (ou champenoise), o Bianchi Extra Brut, e o branco Postales del Fin del Mundo, feito com um blend de Sauvignon Blanc e Semillón, da safra 2012. Aliás, uma dupla de vinhos que estava harmonizando também com o clima cálido da noite da degustação, feita às vésperas do início do verão.
Tomei como ponto de partida para a harmonização, as sensações olfativas e gustativas dos vinhos, buscando na seleção de melodias, e até mesmo em suas letras, elementos que me transmitissem sensações similares ou que evocassem em mim, um estado de espírito no qual eu desejasse estar com uma taça daqueles vinhos nas mãos.
Para o Bianchi Extra Brut, um espumante bastante frutado, denso, com um leve dulçor e sabor amendoado, eu escolhi a canção “Let’s Stay Together“, cantada por Al Green, uma música romântica cuja melodia e, especialmente a letra, ilustram muito bem o papel esperado de um bom espumante: uma bebida capaz de nos acompanhar em todos as ocasiões felizes de nossa vida, e de nos revigorar diante daquelas que não são tão agradáveis assim.
Let’s Stay Together (Al Green) com letra traduzida
O trecho “wheather times are good or bad, happy or sad” me fez lembrar da frase atribuída a Napoleão Bonaparte e dita há cerca de 200 anos atrás quando ele se referia aos champagnes: “Nas vitórias ele é merecido, e nas derrotas é necessário“. Uma percepção que Lilly Bollinger, proprietária da maison de champagne que leva seu sobrenome (Bollinger), também eternizou com a máxima:
“Eu bebo quando estou feliz e quando estou triste. Algumas vezes bebo quando estou sozinha. Quando tenho companhia, considero obrigatório. Beberico se não tenho fome e bebo quando tenho. Além dessas ocasiões eu nunca toco em champagne… a não ser que tenha sede!”
Por outro lado, para a harmonização musical do segundo vinho, o Postales del Fin del Mundo Sauvignon Blanc/Semillón 2012, um branco “nervoso”, herbáceo, com um crisp revigorante, perfeito para nos acompanhar em momentos de calor intenso, “sacudir a poeira” depois de um dia estressante de trabalho ou para acompanhar uma noite agitada, onde a adrenalina corre pelas veias, eu procurei escolher algo mais animado e vibrante. Nessas horas, um clássico do Hard Rock veste como uma luva: o eterno sucesso “Back in Black” do AC/DC, foi o eleito.
Back in Black (AC/DC) ao vivo no estádio do River Plate

Essa deliciosa brincadeira de unir Vinho e Música me trouxe uma certeza adicional: a melhor “nota” para acompanhar qualquer vinho é a musical!

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