Direto da Taça: Abrindo 2014 com Redoma Reserva Branco 2011, Château Branon 2001, Montchenot 1995 e Tignanello 2004!

Data

Os destaques dos primeiros minutos de 2014…
Mais um ano começou, trazendo com ele a certeza de que vinhos e mais vinhos irão passar pela minha taça! Assim como 2013 se despediu com ótimos espumantes, brindando a chegada de 2014, esse ano já me trouxe alguns vinhos que merecem ser destacados: Redoma Reserva 2011, Château Branon 2001, Montchenot 1995 e Tignanello 2004.
Redoma Reserva Branco 2011 (Douro – Portugal)
Um branco duriense do qual sou um fã declarado! Elaborado com um blend de castas autóctones de vinhas velhas (mais de 80 anos) de Rabigato, Codega, Donzelinho, e Arinto, fermentadas em carvalho francês onde também amadureceram por mais 10 meses.
Como minhas experiências anteriores com este vinho sempre foram com safras mais maduras, com 5 ou mais anos de guarda, fiquei bastante impressionado por o perfil mineral deste 2011, normalmente dominado pelo caráter cítrico (que se fez presente em menor escala aqui). Com um frescor impressionante e praticamente nada de madeira na boca, ele promete envelhecer muito bem, ganhando a complexidade que lhe trouxe o prestígio atual. Belíssimo vinho, mas que sem dúvida, foi bebido cedo demais…
Château Branon 2001 (Pessac-Léognan – França)
Este complexo e rico tinto bordalês foi uma grande novidade que descobri durante uma degustação no início de 2013. Elaborado com as melhores vinhas do Château Haut-Bergey (Vignobles Garcin) com um corte de 50% CS e 50% Merlot, este Branon foi amadurecido por 18 meses em carvalho francês 100% novo e contou com a assessoria de Michel Roland em sua elaboração.
Vinho com aromas encantadores de frutas negras, alcaçuz, cedro e um toque defumado. Paladar macio, seco, com acidez bem dosada e taninos absolutamente redondos e refinados, equilibrado e sem arestas, uma nítida marca de Rolland. Se você é daqueles que aprecia vinhos “certinhos”, essa é uma ótima escolha. Para quem busca um vinho com “personalidade”, talvez seja melhor procurar outro. Mas que fique claro, o vinho é excelente, mas peca por certa falta de caráter.
Lopez Montchenot 1995 (Mendoza – Argentina)
Sou quase suspeito para falar deste vinho, afinal eu o considero como o mais sublime rótulo produzido na Argentina, ainda que ele possua um estilo completamente distinto dos encorpados tintos baseados na casta Malbec que fizeram a fama do país.
Elaborado dentro de  um estilo clássico, com porções de CS, Malbec e Merlot, o Montchenot amadurece longamente em grandes tonéis de carvalho por 10 anos, seguindo depois para um afinamento em garrafa por mais um ano (há um versão – 20 años – que o mantém na garrafa por mais 10 anos). Esse moroso processo de elaboração confere a  ele um conjunto de aromas e sabores muito particulares, cheios de complexidade e sedução. Um vinho que qualquer apreciador verdadeiro vai se encantar de imediato. 
Antinori Tignanello 2004 (Toscana – Itália)
Esse magnífico tinto, surgido oficialmente em 1971, foi o primeiro vinho feito com Sangiovese a ser envelhecido em barricas de carvalho e adicionar em seu blend uma casta não tradicional da Toscana, no caso, a Cabernet Sauvignon. 
Por essa ousadia para aquela época, perdeu seu status de Chianti Classico Riserva e foi “rebaixado” para um simples “Vino di Tavola”, sendo logo reconhecido por todos os especialistas como um “supertoscano”, uma categoria informal que destaca os melhores vinhos da Toscana que não se restringem as rígidas regras da denominação de origem. A partir de 1982, o Tignanello passou a acrescentar uma pitada de Cabernet Franc ao corte, mantendo desde então sua composição com 80% Sangiovese, 15% CS e 5% CF. 
Não é a toa que vinhos como o Tignanello possuem uma legião de admiradores pelo mundo: este 2004, quase completando uma década de vida, mostrou um grande equilíbrio entre exuberância olfativa (cassis, cedro, mentol, alcaçuz, cravo, pimenta negra, café expresso) com uma suave elegância no palato, trazendo taninos macios, acidez perfeita, madeira muito bem dosada e integrada, com um fim de boca de grande duração. Um espetáculo!
Em tempos de falsificações pelo mundo do vinho, fica a dica: nos anos de 1972, 1973, 1974, 1976, 1984, 1992 e 2002 não se produziu Tignanello. Se ficar diante de algum destas safras, ou de alguma anterior a 1971, ele é totalmente falso!
Para começar o ano, foi uma bela seleção…

Outros Artigos

Olá, fique mais um pouco. Sou seu Wine Hunter.

Se não encontrou o que realmente procurava, deixe que eu faça isso por você.

Quero te propor a melhor experiência em nosso Marketplace de vinhos!