Pesquisa da Universidade de Oxford revela que especialistas preferem (às cegas) os champagnes mais baratos!

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In Vino Veritas: a verdade está na “taça”…
Aqui está uma informação valiosa para quem pretende comprar champagnes para as festas de fim de ano! Um estudo feito por um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, que inicialmente buscava detectar se o espumante era feito com uvas brancas (blanc de blancs) ou tintas (blanc de noirs), descobriu que nem sempre os champagnes mais caros eram os mais valorizados pelos especialistas. 
Os cientistas pretendiam testar a importância das proporções usadas entre uvas tintas e brancas na composição dos sabores obtidos a partir dos diversos blends usados nos champanhes. Como resultado secundário, acabaram por descobrir que, apesar dos degustadores especializados serem capazes de detectar as diferenças entre os champagnes, a percepção das proporções das diferentes uvas utilizadas na produção era influenciada por outros fatores.
Os pesquisadores de Oxford e do Centro para o Estudo dos Sentidos da Universidade de Londres, decidiram realizar conjuntamente um experimento utilizando uma degustação às cegas para investigar essa questão mais a fundo. Eles pediram aos participantes que degustassem uma seleção de diferentes champagnes em taças negras e relatassem suas impressões sobre o percentual de uvas brancas em cada amostra. Os percentuais variavam entre 100% de uvas brancas até 100% de uvas tintas.
Embora as hipóteses dos pesquisadores fossem que os especialistas poderiam distinguir os tipos de uvas no vinho, os resultados mostraram que ninguém foi capaz de especificar a proporção de uvas brancas. A outra conclusão do estudo, que nos interessa, é que os especialistas tiveram um índice elevado de  preferência pelos champanhes de custo mais baixo. De acordo com a pesquisa, eles preferiram amostras de cerca de 60 dólares diante de outra que passam dos US$600.
Segundo Charles Spence, o pesquisador-chefe da Universidade de Oxford, “uma combinação complexa de fatores desempenha um papel importante na formação da opinião das pessoas sobre o sabor ou a qualidade de um vinho.” No caso dos champanhes, a percepção gustativa depende de vários fatores, incluindo seu preço, sua “marca”, bem como o teor de álcool e de açúcar residual.
Em resumo, quando se trata de espumantes, muitas vezes um produto de qualidade mas não de “grife”, cumpre muito bem o papel de nos refrescar e alegrar uma ocasião comemorativa. Pense nisso na hora de escolher os seus espumantes de fim de ano…

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