Direto da Taça: Cruz Conde PX GR 20 años Solera Fundacion 1902, o néctar negro da Andaluzia!

Data

Se a Hungria tem Tokaji Eszencia, a Espanha tem PX!
Os vinhos de sobremesa são para muitas pessoas uma categoria à parte, sejam eles de colheita tardia, fortificados, botritizados ou passificados como este vinho espanhol elaborado com a casta PX (Pedro Ximénez) proveniente da D.O. Montilla-Moriles, na província de Córdoba. Pessoalmente, eu tenho profunda admiração pelo resultado obtido pelos longos e trabalhosos métodos que os tornam possíveis de existir.
Desde que provei o primeiro PX, foi um caso de “amor ao primeiro gole”! Esse vinho doce e xaroposo como um Tokaji Eszencia, que pode alcançar incríveis 400 gramas de açúcar por litro (caso deste aqui), não é muito fácil de ser encontrado no Brasil, eu só conhecia um ou dois rótulos que regularmente eram trazidos pelas importadoras. 
Fui apresentado a esta preciosidade por Marie Montel no estande da Cruz Conde durante a última Expovinis, juntamente com outros ótimos vinhos de Jerez, mas quando chegou a vez de prová-lo, esqueci de todo o resto. Fugindo ao habitual provar e descartar, não resisti à tentação de sorver cada gole desse néctar que ainda não era importado para o Brasil.
Poucos meses depois, qual não foi minha surpresa em saber que um pequeno lote de 60 garrafas dessa preciosidade chegaria ao país, importado pela Winelands. Antes mesmo que ele chegasse, tratei de reservar algumas garrafas para garantir que pudesse apreciá-lo novamente.
Mal as garrafas chegaram, tratei de compartilhar uma delas com um grupo de amigos, multiplicando o pouco conhecimento que as pessoas tem sobre esse tipo de vinho. Para quem nunca os bebeu, pode parecer um pouco exótico provar um vinho que tem quase a consistência do mel e um dulçor equivalente, mas sorvido em pequenos goles, um PX revela toda sua complexidade e exuberância.
Esta versão especial da Cruz Conde leva um PX ao extremo para extrair toda a sua riqueza olfativa e gustativa. O vinho passou por uma solera de “botas” de carvalho americano com um mínimo de 20 anos de envelhecimento, mas que ainda contém uma pequena fração dos vinhos da época da fundação da vinícola (daí o nome Fundacion 1902). 
Impressões de degustação:
O vinho apresentou a típica cor castanha escura, quase negra, muito denso e praticamente impenetrável à luz. Nariz riquíssimo de caramelo queimado, figos tipo “ramy”, alcaçuz e amêndoa torrada. Na boca, uma explosão de sabores doces, com incrível untuosidade, acidez sutil, toques de nozes, baunilha, chocolate amargo e café. Final de boca cremoso, muito intenso, que parece nunca terminar. Um vinho quase perfeito dentro de seu estilo, merecia apenas um pouquinho mais acidez, mas que vale cada centavo de seu preço (R$270,00). Avaliação: 96A

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