Vinícola Torres redescobre casta esquecida na Espanha!

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Instalada no Penedès, a vinícola Torres passou os últimos 20 anos dedicando esforços para redescobrir e preservar as variedades nativas da Catalunha, muitas delas levadas à beira da extinção durante a eclosão da praga filoxera no final do século XIX. Entre essas variedades resgatadas ao longo destes anos está a Querol, rebatizada com o nome da vila onde ela foi redescoberta graças a um prosaico anúncio feito pela Torres no jornal local.
Apresentada por Miguel Torres, presidente da vinícola, a Querol se mostrou uma casta muito difícil de cultivar. “Ela tem problemas de fecundidade”, explicou Torres. “As flores não produzem pólen suficiente, gerando uvas muito pequenas (millerandage), concentradas e de baixíssimos rendimentos”, completou ele.
A “descoberta” da Querol veio tarde demais para ser incluída no livro Wine Grapes, a grande enciclopédia sobre castas elaborada por Jancis Robinson, Julia Harding  e José Vouillamoz, publicada no ano passado.
Sempre que uma “nova” variedade é encontrada, a equipe da Torres gasta cerca de seis anos preparando o material vegetal antes utilizá-lo. De acordo com a investigação feita neste período e após consultar várias universidades, eles confirmaram que a Querol é realmente uma variedade distinta, em vez de ser um sinônimo ou variação clonal de qualquer outra uva conhecida.
Miguel Torres sugeriu que os “10 a 15 hectares” de Querol plantados pela empresa na D.O. Conca de Barberà representam os únicos exemplares conhecidos desta variedade no mundo.
A Querol acaba de fazer sua primeira aparição nos vinhos da empresa, compondo 15% do blend (ao lado da Garnacha Tinta, Cariñena, Monastrell e Garró) no Grans Muralles da safra 2009, cuja produção foi limitada a cerca de 1.000 caixas.
Falando sobre o futuro, Miguel Torres sugere que eles possuem outras castas esquecidas prontas para uso comercial, mas sugeriu que elas não devem aparecer como vinhos monocastas, alegando que “não podemos ir ao mercado com todas essas uvas individualmente.” 
Em vez disso, a Torres está posicionando seu Grans Muralles como um vinho em “contínua mudança”, acomodando e revelando essas variedades redescobertas. Nosso “Grans Muralles está se tornando o ponto de encontro para todas as nossas uvas catalães. Se a casta for boa, ela terá um lugar para mostrar suas qualidades”, concluiu Miguel Torres.
Fonte: The Drinks Business

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