Direto de Portugal: Caves São João, do Leitão à Bairrada até a Quinta da Grimpa!

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Quinta da Grimpa: um pedaço da Caves São João que poucos tem a chance de conhecer…

Para finalizar a inesquecível e surpreendente visita a Caves São João (veja aqui a 1ª parte e 2ª parte) fomos convidados por nosso anfitrião Manuel José da Costa para saborear na Casa Queiros, um restaurante local, o prato símbolo da culinária da região, o famoso Leitão à Bairrada, devidamente harmonizado com mais alguns de seus vinhos.
Eis o nosso leitão, um pouco antes de ser retalhado em pequenos pedaços…
O vinho de abertura, como não poderia deixar de ser, foi um legítimo espumante bruto da Quinta do Poço do Lobo, feito com as castas Arinto e Chardonnay. Fresco, aromático e bem leve, fez muito bem o papel de escoltar os primeiros pedaços desta maravilha gastronômica que é o Leitão à Bairrada.
A taça não ajudou muito, mas o espumante combinou bem com a rusticidade do prato

O excelente Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995, meu par perfeito para o Leitão à Bairrada!
Mas na minha opinião, a melhor harmonização para o leitão ainda estava por vir, quando finalmente foi vertido nas taças outro vinho da Quinta do Poço do Lobo, o Reserva 1995! Elaborado com um corte de Baga (35%), Touriga Nacional (50%) e uma pitada de Cabernet Sauvignon (15%), esse vinho repleto de taninos poderosos (e ligeiramente rústicos) e elevada acidez, conseguiu duelar de igual para igual com a tenra e sutilmente gordurosa carne do leitão. Uma combinação divinamente saborosa, prato e vinho feitos um para o outro.
A Quinta da Grimpa de portões abertos para nos receber…
Depois de mais algumas taças de vinho e de saborear os últimos pedaços de leitão, digno de ser comido de joelhos, deixamos o restaurante para uma última e memorável parada: uma visita ao interior da Quinta da Grimpa, a residência particular de nosso anfitrião. De quebra, tive o privilégio extra de ir até lá no totalmente restaurado Fiat Millecento 1959 que pertenceu ao pai dele. 
Apesar da aparência clássica, a casa é de construção recente, tem menos de 40 anos, mas foi erguida com peças compradas da demolição de uma antiga torre que havia na região, conferido-lhe uma inegável nobreza exterior.
Quem toma conta das vinhas é um cachorro, apropriadamente chamado Pinot… 
A propriedade conta com dois vinhedos ao redor do edifício, um deles plantado com a casta local Bical, com a qual ele faz em algumas safras um vinho branco para consumo próprio (como sócio da Caves São João ele não pode vendê-lo) e outro plantado com Pinot Noir (talvez o único vinhedo desta casta que exista por lá).  
Aqui a cultura do vinho é o tema escolhido para decorar o ambiente
A coleção de saca-rolhas de Manuel José Costa
Raras garrafas de vinho que mostram a evolução de suas formas até o modelo atual
Enfim, convidados a entrar, fomos conhecer o salão nobre da casa de um verdadeiro amante das coisas boas da vida, um hedonista apaixonado pelas letras, pela arte e sobretudo, pelo vinho, reunindo tudo que pôde sobre a bebida, desde uma grande coleção de saca-rolhas de diversos modelos, inúmeros tipos de taças e acessórios para vinhos, até raras e antigas garrafas de vidro feitas para acondicioná-los.

Uma pequena parte da adega da Quinta da Grimpa

Ao lado deste salão, protegida apenas por uma grade de ferro, fica a adega principal onde repousam os vinhos feitos ali mesmo na Quinta da Grimpa, no caso, brancos cheio de personalidade e que só podem ser bebidos ali (como disse antes, o proprietário não pode comercializá-los), um legítimo “vinho da casa” poderíamos dizer.

O “grand finale” da inesquecível visita: o Quinta da Grimpa Branco 1996 (100% Bical)

Pois foi justamente com uma garrafa destes exclusivos brancos que encerramos a prazerosa visita aos domínios da Caves São João e ao longo e agradável bate-papo com nosso fidalgo anfitrião Manuel José Costa. Quanto ao vinho, posso dizer apenas que nenhuma descrição dele faria jus às sensações que usufruíamos naquele salão. Ele cumpriu brilhantemente seu papel de levar até nossas bocas, um pouco mais do prazer de estar ali.
Um brinde de despedida…
Chegou a hora de partir, mas não antes de voltar até a Caves São João para buscar nossas preciosas encomendas, garrafas de safras antigas da Bairrada (Reserva Particular) e do Dão (Porta dos Cavaleiros Reserva), já limpas e rotuladas para enfrentar sua primeira viagem, direto de Portugal até nossas adegas.

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