Direto de Portugal: Por dentro da Quinta da Romaneira, uma das maiores quintas do Douro!

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Detalhe do sino que é o símbolo da Quinta da Romaneira

Continuando minha viagem pelo Douro, após um esplêndido almoço no merecidamente famoso restaurante D.O.C, do chef Rui Paula, localizado às margens do rio Douro (entre Peso da Régua e Pinhão), segui para uma visita à Quinta da Romaneira, uma das cinco maiores quintas do Douro (400 hectares dos quais pouco mais de 20% plantados com vinhas), cuja produção anual chega em torno de 300 mil garrafas, entre tintos, brancos, rosés e fortificados (Porto). 
Desde o final de 2012, a Quinta da Romaneira passou a ser propriedade de um brasileiro, o banqueiro André Esteves, que em parceria com seu sócio Christian Seely (que também administra a célebre Quinta do Noval) vem investindo na melhoria de toda a cadeia produtiva dos vinhos, especialmente no replantio e cuidadoso manejo das preciosas vinhas da quinta. 
Devo dizer que São Pedro não colaborou comigo neste dia, já que cheguei ao moderno edifício onde são elaborados os vinhos da Quinta da Romaneira, debaixo de muita chuva. De qualquer modo, pude conhecer em detalhes todo o sofisticado aparato que vem possibilitando, sobretudo nos vinhos tintos, a produção de vinhos de alta qualidade a partir de castas autóctones portuguesas como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão.

 
Modernidade e tradição se combinam para produzir o melhor vinho possível

Dando sequência a visita nesta gigantesca propriedade, saímos da adega localizada no alto da montanha e descemos por uma sinuosa estrada de paralelepípedos até a sede da quinta, quase às margens do rio Douro, onde provaríamos alguns dos vinhos que estão sendo disponibilizados ao mercado.
Sino da Romaneira, Quinta da Romaneira Reserva e os monocastas Syrah e Petit Verdot

Portos Tawny 10 anos e o recém lançado Vintage 2011
Com exceção do raro Petit Verdot e dos fortificados, eu já havia degustado esses vinhos poucos meses antes aqui mesmo no Brasil (veja no link), corroborando a qualidade observada naquela ocasião. Sobressaíram-se mais uma vez o Sino da Romaneira (vinho de ótima relação preço x qualidade), o exuberante Reserva 2008 (um grande vinho para ser bebido dentro de uns 5 anos ou mais) e a personalidade marcante do Vintage 2011, um Porto para guardar para os netos e que promete ser capaz de figurar entre os melhores desta promissora safra.
Uma das residências da Romaneira vista da piscina
O belo caminho de parreiras carregadas que une as duas construções principais da quinta
Para finalizar a visita, tive o prazer de me hospedar nas agradáveis instalações da Quinta da Romaneira, onde já funcionou uma unidade da cadeia de hotéis de luxo Maison de Rêves e que era considerado como um dos melhores hotéis rurais do mundo. Depois da venda da propriedade para André Esteves, ele foi fechado para o público, recebendo atualmente apenas os convidados da vinícola e de seu proprietário, que também reservou uma das casas do complexo para seu uso particular.
Área de lazer e spa da Quinta da Romaneira
Para finalizar, nada melhor que o belo visual do rio Douro…
(clique na foto para ampliar)

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