Direto de Portugal: os majestosos Portos Colheita Golden White 1963 e 1971 da C. da Silva!

Data

Porto Colheita Golden White 1952: o pouco que resta deles só é engarrafado sob encomenda…
Para abrir os relatos sobre minha rápida passagem por Portugal, nada melhor do que falar sobre o grande vinho dos lusitanos, o Vinho do Porto! Neste caso, apesar de ter provado ótimos tawnies, colheitas e vintages (inclusive o já famoso 2011), dedico este primeiro post para um tipo de Vinho do Porto muito raro, peculiar e que dificilmente é visto fora de seu país de origem, o Porto Branco Colheita (especialmente os de safras antigas).
A vinícola C. da Silva, através de sua marca Dalva, produz algumas destas jóias douradas apropriadamente chamadas de Golden White (atualmente estão disponíveis as safras 1952, 1963 e 1971), além de outros portos brancos secos (10 e 20 anos), dentre os quais tive o privilégio de provar dois colheitas (1963 e 1971) e dois outros do tipo Dry (10 anos e um novo 40 anos, ainda sem rótulo).
Dalva 10 Years Dry White
A cor dourada destes vinhos é indescritível (ainda bem que temos as fotos para facilitar). Este 10 anos ofereceu aromas dominantes de frutas cítricas, seguido de um leve toque amendoado. Acidez e untuosidade se fundiram com perfeição, deixando uma sensação de frescor e suavidade na boca que o tornam apto a ser degustado como aperitivo antes ou após uma refeição. Delicioso e muito acessível em termos de custo (pelo menos na origem).
Dalva 40 Years Dry White
O salto na idade de amadurecimento permitiu uma melhor percepção das nuances amendoadas deste tipo de vinho. Neste, o frescor observado no 10 anos dá lugar a um toque amadeirado que reforça os aromas de amêndoas e avelãs que também dominam o palato. Exótico e muito denso, mas confesso que preferi o estilo do 10 anos.

Dalva Porto Golden White 1971
Com sua coloração um pouco mais acentuada que a do Dry White 40 anos, este 1971 exalou aromas intensos de cítricos, figos secos, melado de cana, amêndoas e um toque de mel. Paladar sedoso, denso e com bom frescor. Final de boca muito longo e absolutamente aveludado, dando a sensação de que o vinho “desaparece” na boca. Excelente! 

Dalva Porto Golden White 1963
A safra de 1963 é notória por ter proporcionado um dos melhores vintages do século XX no Douro. Assim, não poderíamos esperar menos deste cinquentenário Vinho do Porto branco. Nele pudemos encontrar todos os aromas descritos no 1971 com ainda mais intensidade e um caramelado (bala toffee) inebriante. Mostrou um paladar sedoso, cheio de untuosidade e com uma acidez refinada que em nada o deixa enjoativo. Em pequenos goles, ele recompensou cada dia dos quase 50 anos em que permaneceu nas barricas de carvalho francês (foi engarrafado em 2012). Um vinho tão inesquecível que não resisti em trazer uma garrafa para minha adega.
Por fim, deixo a minha recomendação aos apreciadores de Vinhos do Porto: se você ainda não provou estes vinhos em sua versão “branca”, não perca mais tempo. Na primeira oportunidade, experimente a maravilhosa sedução que esses vinhos podem lhe proporcionar.
Para saber mais sobre estes vinhos tão especiais, acesse o link:

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