Galo Nero chinês? Os próximos alvos dos chineses agora são as vinícolas da Toscana!

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Uma das regiões mais importantes da Itália, a zona de Chianti, no sul da Toscana, virou palco nos últimos meses de uma imensa polêmica em torno de um dos símbolos mais tradicionais da cultura italiana: o vinho. Em meio à crise que assola o continente europeu e, em particular, a Itália, um dos vinhedos responsáveis pela produção do Chianti Clássico passou para as mãos dos chineses.
Numa negociação cujos valores e o nome do comprador ainda não foram divulgados, a fazenda Casanova-La Ripintura passou a ser propriedade de um empresário da indústria farmacêutica de Hong Kong. O vinhedo é um dos 600 que compõem o Consórcio Chianti Clássico Gallo Nero, que, ao lado do Consórcio Vino Chianti, é o mais importante no controle da produção desse tipo de vinho.
Como esta é a primeira vez que a fabricação da bebida na região passa a ser administrada por um empresário do país oriental, a negociação se transformou em tema controverso entre empresários, economistas e instituições ligadas ao setor.
“Certamente, por um lado, a venda nos dá prazer, porque significa que o nome Chianti é apreciado em todo o mundo. Por outro lado, causa um pouco de preocupação porque existe um risco de início de invasão de aquisições. É verdade que a história do Chianti é ligada a produtores também estrangeiros, sobretudo norte-europeus e americanos, mas digamos que ficamos um pouco pasmados com o interesse por parte da China”, afirma o presidente da Coldiretti (Confederação Nacional dos Empreendedores Agrícolas, em português) na Toscana, Tulio Marcelli, ele também proprietário de um vinhedo em Chianti.
Em seu blog sobre vinhos, Luciano Ferraro, editor-chefe do “Corriere della Sera” (um dos principais jornais da Itália), chegou a classificar a venda em Chianti como uma “metáfora da Itália”, afirmando que os donos de vinhedos vêm sendo prejudicados pelo descaso e impostos excessivos e, empobrecidos, se vêem obrigados a entregar plantios tradicionais a quem fizer a maior oferta.
De acordo com Ferraro, a venda pode ser o primeiro passo para que ocorra na Itália o que aconteceu em Bordeaux, na França, onde cerca de 50 vinhedos já passaram para o “lado asiático”.
Para ler a matéria completa, acesse o link do UOL

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