Os 7 Pecados Capitais no serviço do vinho!

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É inegável que o serviço de vinhos em restaurantes brasileiros melhorou muito ao longo dos últimos anos, mas ainda é bastante frequente nos deparamos com alguns deslizes (verdadeiros pecados capitais para os mais exigentes) por parte de garçons e até mesmo de sommeliers, desde o momento de apresentar a carta de vinhos, até o momento de verter o vinho na taça. 
Lendo um interessante artigo argentino sobre essa questão, adaptei-o para nossa realidade. Veja quais são os 7 “pecados capitais” no serviço do vinho e aprenda como não cometê-los:
Vender apenas, sem propor sugestões
É muito frequente que o cliente não conheça detalhadamente a carta de vinhos do restaurante, portanto, o garçom atento e experiente sempre deve ter uma pequena seleção de sugestões na “ponta da língua” para oferecer. Porém, todo cuidado é pouco, já que muitas vezes eles podem sucumbir à tentação de oferecer apenas rótulos caros ou aqueles nos quais, eventualmente, recebam alguma comissão pelas vendas.
Trazer uma garrafa de vinho já aberta (desarrolhada)
Pode parecer quase impensável que isso ainda aconteça, mas acontece (com outras bebidas, é quase um hábito!). Algo assim vai dar razão para o cliente ficar desconfiado e se sentir no direito de pedir outra garrafa. Muitas vezes isso ocorre com um garçom inexperiente, que tem medo de falhar no uso correto do saca-rolhas diante do cliente. 
Não apresentar o rótulo do vinho
Um pecado menor, sem dúvida, mas é fundamental que o cliente possa confirmar que está recebendo o vinho correto. Muitas vezes, uma simples mudança de safra é capaz de gerar grandes diferenças em termos de qualidade e preço. Se uma garrafa errada for aberta e servida, quando o erro for percebido gerará muitos transtornos para ambas as partes envolvidas. 
Não perguntar quem irá fazer a prova inicial do vinho
Assim que uma garrafa é aberta para um grupo de pessoas numa mesa, o garçom deve sempre perguntar quem irá provar o vinho. É normal que ele se dirija ao homem mais velho da mesa, mas essa atitude poderá demonstrar uma certa discriminação com as mulheres presentes. E se for uma delas quem conhece melhor o assunto? Pior ainda é quando o garçom nada pergunta, começando o serviço pelo comensal mais velho, sem nada perguntar… Como diz o ditado popular: “Perguntar não ofende!”
Discutir sobre a qualidade de uma garrafa de vinho com o cliente
É correto dizer que são poucos os clientes de um restaurante que realmente sabem distinguir se um vinho realmente está defeituoso, mas isso não deve justificar o que se vê com frequência: o garçom discutindo sobre isso com o ele quando isso é sugerido. Por maior que seja a certeza do garçom sobre a sanidade da garrafa, ele não pode cair na tentação de ser vaidoso ou teimoso. Aqui vai outra máxima: “O cliente sempre tem razão!”. 
Servir as taças em quantidade muito acima do ideal (às vezes, quase até as bordas)
Esse é um pecado estético e funcional, uma falha que beira à grosseria. A maioria dos garçons sabe que não se deve servir além do “equador”‘ da taça (seu ponto mais largo), mas quando agem assim, deixam a impressão de que estão induzindo a velocidade de consumo do cliente além do que é recomendável.
Não colocar uma taça de água ao lado de cada taça de vinho
Deve parecer para alguns garçons que vinho e água não se misturam, mas é essencial servi-la junto do vinho. A desidratação causada pelo teor de álcool presente no vinho deve ser compensada pelo consumo de água, além disso, ela contribui para a “limpeza” periódica do palato entre um gole e outro. Um “pecadinho” fácil de solucionar, mas que também não deve ser cometido.
Fiquem atentos, garçons e clientes, o correto serviço do vinho é benéfico para todas as partes envolvidas…

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