Quem disse que os vinhos mais simples não podem envelhecer bem?

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Não é muito comum que um grande produtor de vinhos convide jornalistas para fazer uma prova vertical de seus vinhos de entrada, os mais simples de uma vinícola. Pois foi exatamente isso que a Herdade do Esporão fez recentemente, sob o pretexto de apresentar as colheitas mais recentes de seu rótulo básico, o Monte Velho, nas versões branco e tinto da safra 2012.
João Roquete e David Baverstock, respectivamente administrador e enólogo-chefe da Esporão, não tiveram medo de mostrar o seu rótulo de “combate” (com mais de cinco milhões de garrafas vendidas anualmente), metade das quais em mercados como Brasil, Angola e Estados Unidos, onde acabam de firmar um contrato com uma cadeia que tem mais de 400 lojas espalhadas pelo país.
Quando David Baverstock chegou ao Esporão, em 1992, já estavam nos depósitos o que seria a primeira produção de Monte Velho. Foi um sucesso imediato e nos anos que seguiram passou quase a ser um sinônimo de vinho do Alentejo. A procura foi tão grande que as uvas de produção própria não bastavam e a compra no mercado também não se mostrou a solução ideal, Levando a Finagra, proprietária do Esporão, a avançar na compra da Herdade dos Perdigões. 
Atualmente, essas uvas também já não são suficientes, existindo um contrato com cerca de duas dezenas de produtores que praticam uma viticultura integrada, com processos naturais e a proibição de utilização de alguns produtos químicos. “Foi o Monte Velho que nos deu o impulso para crescer, para encarar o futuro com outros olhos, pensar em outros projetos e ter outras ambições”, disse João Roquete.
Mas afinal, pode um vinho elaborado para o consumo imediato aguentar a passagem do tempo com alguma tranquilidade? A resposta foi dada durante as provas dos vinhos da safra 2012 na companhia das safras antigas de 2008, 2010 e 2011 (vinhos brancos) e 2004, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 (vinhos tintos). Os que mais surpreenderam foram justamente alguns dos mais antigos, o branco de 2008 e o tinto de 2007, este último mostrando uma graciosidade totalmente inesperada num vinho deste patamar de preço e com quase sete anos de guarda. O 2004 também surpreendeu pela forma elegante como evoluiu e como se apresenta após quase uma década decorrida desde sua colheita.
David Baverstock era um homem feliz ao final da apresentação. Afinal quem faz os deliciosos vinhos superiores da Esporão também mostrou sua maestria em vinhos ao alcance de todos os bolsos. Isso se chama talento!
No Brasil, o preço de venda ao consumidor final na importadora Qualimpor é de R$48,00 por garrafa, mas é muito comum encontrá-los por menos que isso nos supermercados. Fica a dica…
Fonte: Jornal I

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