Historiadores recriam as técnicas vinícolas do Império Romano! Será que teremos um novo Falernium?

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Vinhedos próximos do Monte Etna (Sicília)
O jornal inglês The Daily Telegraph noticiou que historiadores estão usando as técnicas de cultivo e vinificação do tempo do Império Romano para tentar recriar o modo como o vinho daquela época era produzido, sem quaisquer tipos de mecanização, uso de pesticidas ou fertilizantes ​​na plantação, baseando-se apenas nos textos do poeta Virgílio sobre a agricultura do período, conhecidos como “Geórgicas”, e nas dicas de Columella, o primeiro enólogo do qual se tem registro, que viveu no primeiro século depois de Cristo, cujas cujas técnicas parecem ter sido usadas até o século 17.
Columella aparentemente identificou e utilizou 50 variedades de uvas, algumas delas equivalentes ao que temos hoje, mas muitas delas totalmente desconhecidas nos dias de hoje. Assim, os pesquisadores optaram por plantar oito variedades de uvas locais, incluindo a Nerello Mascalese, Visparola, Racinedda e Muscatedda, armazenando o vinho produzido em potes de terracota.
Seguindo as técnicas da época, os potes serão revestidos por dentro com cera de abelha e enterrados no chão até seu pescoço. Em seguida, eles serão deixados abertos durante a fermentação, e posteriormente selados com resina. 
Mario Indelicato, o pesquisador-chefe do programa, disse: “Nós não usaremos nenhum agente de fermentação, contaremos apenas com a fermentação natural das uvas, num processo de erros e acertos similar ao que acontecia antigamente, algo que poderíamos chamar de arqueologia experimental.”
“Por incrível que pareça, nós descobrimos que algumas técnicas romanos ainda estavam em uso na Sicília até algumas décadas atrás, mostrando o quão avançados eles eram. Eu descobri uma enxada de duas pontas na casa de família no Monte Etna, que era idêntica a que encontramos durante uma escavação romana.”, acrescentou.
As primeiras vinhas foram plantadas no início deste ano e a equipe espera colher sua primeira safra em quatro anos. Segundo Daniele Malfitana, diretor do Instituto do Patrimônio Arqueológico e Monumentos: “Passo a passo, através da leitura e interpretação das fontes latinas, estamos aprendendo como os romanos lidavam com suas vinhas. O propósito do projeto é duplo: por um lado, verificar a viabilidade das técnicas romanas, e por outro lado, compreender se este conhecimento poderia ser utilizado na viticultura moderna.”
Como citei no título, que sabe não poderemos saber em alguns anos qual é o gosto aproximado de um Falernium, o vinho mais famoso daqueles tempos…

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