Direto da Adega: Wiese Krohn Porto Vintage 1963, 50 anos de espera para brilhar na taça!

Data

Wiese e Krohn 1963, belo exemplar de um dos melhores Vintages dos últimos 50 anos…
Degustar um Porto Vintage sempre é uma experiência digna de ser preservada na memória de qualquer enófilo, afinal, desde o ano de 1900, apenas 43 safras foram declaradas como Vintage (já incluindo a recém declarada safra 2011). O que dizer então da oportunidade de apreciar um dos 5 melhores vintages do século XX?
Um Vintage impecável e em pleno apogeu…
1963! Aqui está uma safra de vinhos do Porto que qualquer enófilo apreciador deste clássico fortificado já ouviu falar, ainda que poucos tenham tido a oportunidade de prová-los. Para minha satisfação, chegou a oportunidade de degustar uma destas preciosas garrafas de Vintage 1963, graças à generosidade de um amigo enófilo que completava 50 anos (sortudos são aqueles que nascem num grande Vintage…) e a compartilhou com um pequeno grupo de apreciadores.
Veja o que o IVDP (Instituto do Vinho do Porto) diz sobre o Vintage 1963: “Um Vintage clássico, intenso e equilibrado, retinto, frutado e com grande capacidade de envelhecimento. Um Vintage apoteose, no dizer de Chantal Lecouty. Quase todas as empresas declararam. Grande produção. Inverno normal e Primavera fria e chuvosa, mas com bom tempo na floração. Verão quente e seco. Chuviscou apenas antes das vindimas. Durante a vindima (finais de Setembro), tempo perfeito, com dias de muito calor e noites frescas.
A maravilhosa cor de caramelo do 1963…
Impressões de degustação:
Apesar de já ter degustado algumas safras mais antigas de Porto Vintage, ainda não tinha visto uma safra similar com uma cor tão viva. Esperava encontrar um vinho ainda muito retinto, mas surgiu no decanter um vintage de um vermelho caramelado brilhante, deixando transparecer algumas pequenas partículas em suspensão no líquido. No olfato, exibiu aromas exóticos, muito complexos e intensos, dentre os quais foi possível isolar um refinado bouquet de licor de amêndoas e madeira velha. Na boca, apesar dos poderosos 21% de álcool, o equilíbrio gustativo mostrou-se perfeito ao primeiro gole, com dulçor delicado, acidez vibrante e uma sensação untuosa que dominou todo o palato. Final de boca? Que final? O vinho parecia não querer desgrudar do palato, oferecendo aquela rara sensação de que nunca iria acabar. Um Vintage simplesmente inesquecível! 
Obrigado Aroldo por compartilhar essa joia de Porto Vintage conosco…

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