Quinta da Romaneira: Tradição e modernidade se unem para fazer grandes vinhos de mesa!

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Quinta da Romaneira, 4 tintos e 1 rosé para ilustrar o brilho dos vinhos do Douro
Durante essa semana tive a grata oportunidade de conhecer mais alguns rótulos da ancestral Quinta da Romaneira, instalada no Douro desde o século 17, e uma das maiores de toda a região, com 400 hectares de terras, sendo que 86 são plantados com vinhas. 
De sua fundação até a recente safra de 2003, toda a produção da vinícola era voltada para a elaboração de vinhos fortificados, uma tradição interrompida em 2004 com o início da produção de vinhos de mesa. Apesar de já estar presente no mercado brasileiro com alguns rótulos trazidos pela importadora Grand Cru, há apenas pouco tempo atrás, um maior número de rótulos da Quinta da Romaneira começou a desembarcar no país através da importadora Portus Cale.
Essa linha compreende 12 rótulos, além dos 6 tipos tradicionais de vinhos do Porto, estão disponíveis também um branco, um rosé e quatro vinhos tintos de mesa. Foram exatamente estes últimos cinco tipos que pude degustar na companhia de Ricardo Avillez (diretor da Portus Cale) e Ricado Campos (diretor comercial da vinícola).
Quinta da Romaneira Rosé 2009
50% Tinta Roriz e 50% Touriga Franca
Apesar de já ter mostrado alguma perda de vitalidade após quatro anos de engarrafamento, ainda atendeu satisfatoriamente sua premissa original de ser um vinho ligeiro, com bom frescor e uma pitada de fruta vermelha. Simples e direto, para ser bebido em temperatura mais baixa, feito para refrescar.
Sino da Romaneira 2008
40% Touriga Nacional, 30% Touriga Franca e 30% Tinta Roriz
Seu nome deriva do antigo sino que orna a entrada da casa sede da Quinta. Mostrou-se um vinho bastante fresco, com aromas frutados e com leve toque herbáceo. Paladar bem persistente, com acidez bastante destacada e taninos medianos. Final de boca um pouco curto, mas com bastante vivacidade.
Quinta da Romaneira Tinto 2005
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz
De cara ele mostrou suas cartas, com sua bela coloração rubi escura, aromas ricos e vibrantes de frutas vermelhas, terra úmida e um toque de couro, enlaçadas por um palato cheio de taninos polidos e elegantes, com acidez viva e um final de boca firme, intenso e austero. Para beber hoje, o meu preferido!
Quinta da Romaneira Syrah 2010
100% Syrah
Uma grande aposta da vinícola, esse Syrah é apenas um dos dois únicos varietais da casta produzidos na região do Douro, utilizando-se da humilde denominação “vinho regional duriense”, já que essa casta não é permitida na DOC.  Um vinho que se apresentou muito bem, fácil de beber e de agradar aos consumidores de perfil mais moderno, que valorizam mais a intensidade e maturação da fruta. Confesso que senti nele um pouco de falta de frescor, talvez pela exuberância do caráter jovem e frutado que ele apresentou. Espero poder fazer uma prova desse mesmo vinho com mais alguns anos para me situar melhor.   
Quinta da Romaneira Reserva 2008
50% Touriga Nacional, 40% Touriga Franca e 10% Tinto Cão
O vinho top da vinícola. Como esperado, um caldo denso e carnudo, resultado da minuciosa seleção das melhores vinhas e dos melhores cachos de cada uma das castas presentes. Olfato dominado por frutas negras, violetas, terra úmida e traços de café expresso. Paladar volumoso, rico em taninos potentes e sedosos, com acidez bem dosada. Um colossal final de boca avisou que ele é um vinho que necessita de uma longa guarda para desabrochar toda a sua paleta de aromas e sabores. Para comprar e guardar… 

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