Direto da Taça: Château d'Yquem 1999, juventude e requinte no mais célebre vinho de sobremesa do mundo!

Data

Château d’Yquem 1999, o mágico vinho de Sauternes
Descrever as excepcionais qualidades de um vinho de sobremesa como o Château d’Yquem beira a mais pura redundância, afinal de contas ele é a referência máxima de qualidade para quaisquer outros vinhos de seu gênero. Mesmo assim, os adjetivos sempre parecem ser insuficientes para descrevê-lo: mágico, eterno, fenomenal, perfeito…
Beber um d’Yquem é experimentar toda a magia e simbiose existente entre o homem e a natureza, onde os frutos praticamente destruídos pelo ação de um fungo (botrytis cinerea), se transformam pelas mãos humanas num verdadeiro “ouro líquido” capaz de durar mais de duzentos anos, sempre oferecendo novas nuances de cor e agregando-lhe uma complexidade ímpar. 
Infelizmente, a alta qualidade, aliada a pequena quantidade, sempre levou o preço desse vinho para um patamar muito acima do desejável, tornando-o um prazer cada vez mais restrito aos endinheirados, que o consomem mais como um símbolo de status do que como um verdadeiro apreciador de sua rica expressão.

De minha parte, como um fã incondicional de vinhos de sobremesa, já tive a grata oportunidade de prová-lo umas cinco ou seis vezes, sempre com grande prazer sensorial. Desde sua magnífica e brilhante cor amarelo âmbar (que evolui para um tom de ouro velho com o passar das décadas) até seu paladar perfeitamente balanceado entre os elevados níveis de acidez e açúcar, passando pelos intensos aromas de mel e cítricos, o Château d’Yquem deixa para sempre sua marca no afortunado degustador que o bebe.
Impressões de degustação:
Esse jovem Sauternes, de apenas 14 anos de idade, apresentou a típica coloração amarelo ouro/âmbar que tão bem caracteriza esse blend de Semillon e Sauvignon Blanc. No olfato, um requintado conjunto de aromas dominados pela casca de laranja, pelo mel fresco e com um leve toque defumado. Na boca, a expressão de tudo aquilo que o pré-qualifica, dulçor (quase 130 g de açúcar por litro) perfeitamente equilibrado com sua acidez natural e um elevado, mas quase imperceptível, nível de 13,9% de álcool. Um tripé que refletiu toda exuberância que o distingue dos demais vinhos de sua região. Final de boca quase interminável e macio, que deixa um sensação sutilmente picante na língua. Apesar de não ser uma safra de d’Yquem em sua expressão máxima e degustado ainda bem jovem, esse 1999 mostrou-se delicioso e inesquecível, como sempre…
Avaliação: 91E

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