Brunellos di Montalcinos perdem seu guardião: Franco Biond Santi morre aos 91 anos!

Data

Para entender a importância deste homem para a zona produtora dos Brunellos, é preciso voltar quase 150 anos no tempo. Em 1870, Ferrucio Biondi Santi, avô de Franco, utilizou um clone da uva Sangiovese, conhecida como Sangiovese Grosso, para produzir o primeiro Brunello di Montalcino, uma iniciativa que iria mudar o panorama dos vinhos da região. 
Depois de Ferrucio, Tancredo, pai de Franco, assumiu a propriedade em 1922, onde, com o tempo, Franco finalmente assumiu as rédeas para cuidar do patrimônio dos Biondi Santi. Conhecido o “cavalheiro de Brunello”, Franco manteve-se fiel a tradição da família de produzir o seu famoso vinho de acordo com a  filosofia e os métodos de produção que o destacaram ao longo do tempo. 
Apesar do estilo tradicional de seus brunellos terem ficado um pouco “fora de moda” entre os críticos de vinho, favorecendo os de estilo mais frutado e com maior presença de carvalho, os fãs leais da extrema elegância e longevidade de seus vinhos, nunca pararam de comprar parte das cerca de 15 mil garrafas de Biondi Santi Riserva lançadas apenas em grandes “annatas”. 
Franco sempre esteve bem consciente do valor dos seus vinhos. Em 2001, quando qualquer 1er Cru Gran Classé de Bordeaux ainda sonhava com tais patamares, ele estabeleceu em 400 euros o preço de seus Riservas 1997. Na verdade, ele queria impedir o ímpeto dos compradores, disse certa vez: “Eu fiz menos de 17 mil garrafas desse Riserva, eu quero garantir que ele possa amadurecer na adega por tempo suficiente para ser relançado e apreciado por gerações futuras”.
Essa era a nobre visão de um homem que viveu sua vida dedicada ao Brunello di Montalcino. Que ele agora o beba com os anjos…
Fonte: The dB e Decanter.com

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