Degustação de vinhos "mortos-vivos": até que ponto um vinho sobrevive aos maus tratos?

Data

Somente no desarrolhar das garrafas é que saberemos…
Imagine a seguinte sequência de vinhos: Château Pape-Clement 1957, Vega Sicilia Unico 1960, Château Cheval Blanc 1976, Château Margaux 1976, Château Mouton-Rothschild 1976 e Château Bel Air 1983. Uma bela seleção de vinhos para se degustar, não? Depende… 
Apesar de nenhum deles ter obtido grandes notas da crítica especializada (todos entre 83 e 88 pontos), são vinhos de produtores de inegável gabarito e capazes de envelhecer muito bem por décadas. Mas para que isso seja possível, devem ser muito bem guardados em adegas perfeitamente climatizadas, certo? Na maioria das vezes sim…
Será que ainda estão vivas?
Mas e se todos esses vinhos tiverem sido, por um período indeterminado, mal acondicionados e sujeitos a variações de temperatura, levando as garrafas a sofrer um pequeno vazamento de seu conteúdo? Viraram “vinagre”? Talvez sim, talvez não…
Já tive algumas boas surpresas com garrafas assim (e péssimas também…) e grandes desilusões com garrafas “aparentemente” perfeitas. Enfim, costumo classificar garrafas de vinhos assim como “mortos-vivos”, das quais nada se espera, mas que são capazes de nos pregar grandes “sustos” quando retiradas de seu “túmulo”.
A resposta sobre a “saúde” dessas seis garrafas citadas só terei na próxima quarta-feira, mas meu “diagnóstico” inicial sugere 4 garrafas “mortas” e 2 ainda “vivas”. Só me resta torcer…

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