Direto da Taça: Gloria Reynolds, brancos e tintos alentejanos em grande forma!

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Carlos, Julian e Gloria Reynolds, brancos e tintos de excelência…
Eis aqui um belo conjunto de vinhos alentejanos que volto a degustar, desta vez com todos os brancos e tintos reunidos em um único painel.
A família Reynolds, como o nome leva a suspeitar, é de origem inglesa e está radicada no Alentejo desde a metade do século XIX, estabelecendo-se na herdade da Figueira de Cima, na Serra de São Mamede, num microclima privilegiado para o cultivo das vinhas.
Degustei os seis principais vinhos da vinícolas, três brancos e três tintos, cujos nomes fazem alusão aos membros da família do atual proprietário: Carlos Reynolds (seu avô), Julian Reynolds (ele mesmo) e o top Glória Reynolds (homenagem à sua mãe).
A bateria de brancos me agradou muito, apresentando desde a sua linha mais simples (Carlos Reynolds), uma qualidade acima da média em sua faixa de preço, com boa acidez, mineralidade e exuberância crescentes, chegando no vinho superior (Gloria Reynolds) com um conjunto realmente destacado, cheio de nuances e muito elegante.

Carlos Reynolds Branco 2010: Castas Arinto e Antão Vaz, amadurecidas em tanques de aço inox.
Preço: R$59 – Avaliação: 88A.
Julian Reynolds Branco 2010: 100% Arinto, amadurecido em tanques de aço inox.
Preço: R$79 – Avaliação: 89A.
Gloria Reynolds Branco 2009: 100% Antão Vaz, fermentado em barricas novas de carvalho francês e amadurecido por mais 8 meses de estágio nas barricas, com bâtonnage semanal.
Preço: R$170 – Avaliação: 92A.
Seguindo para a bateria de tintos, a relação entre os vinhos se distanciou bastante, tanto em qualidade, quanto em preço. O Carlos Reynolds tinto 2006 repete a fórmula de tintos macios e frutados bastante comuns em todo o Alentejo, mas sem oferecer uma personalidade própria. Por sua vez, o Julian Reynolds tinto 2005 já ofereceu um conjunto mais distinto e com certa complexidade, aparentando estar entrando em seu apogeu. Finalmente, o Gloria Reynolds tinto 2004, certamente um vinho para figurar entre os grandes do Alentejo, cuja nova prova confirma a descrição que fiz sobre ele no ano passado (veja no link). Um tinto realmente espetacular, concentrado (e ainda em desenvolvimento), mas que tem no preço um grande empecilho, repetindo a situação de outro grande tinto alentejano, o Pera Manca.

Carlos Reynolds Tinto 2006: Castas Touriga Nacional e Alfrocheiro, amadurecido em barris de carvalho francês por 18 meses e repouso de 3 meses nas garrafas. 
Preço: R$79 – Avaliação: 87B.

Julian Reynolds Tinto Reserva 2005: Castas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira, amadurecido parcialmente em barris de carvalho francês por 12 meses e repouso por mesmo período nas garrafas.
Preço: R$140 – Avaliação: 91B.

Gloria Reynolds Tinto 2004: Castas Alicante Bouschet e Trincadeira selecionadas nas vinhas mais antigas da Herdade da Figueira de Cima. Amadureceu em barricas de carvalho francês durante 24 meses e mais um ano de repouso nas garrafas.
Preço: R$490 – Avaliação: 94E.
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