Direto da Adega: Dalva Porto Colheita 1967, um fortificado perfeito para celebrar!

Data

Porto Colheita: feito para celebrar…
Nos últimos anos, vem se tornando quase uma tradição (e um privilégio) para mim, degustar um vinho “nascido” no mesmo ano que eu (1967). Apesar de não ser uma safra de qualidade acima da média, sempre que tenho oportunidade, adquiro  uma garrafa desta safra para abrir num próximo aniversário. Já passaram pela minha taça, alguns barolos, um Vega Sicilia inesquecível e também um excelente Porto Colheita da Quinta do Noval.
Neste ano, repeti a experiência de celebrar com um Porto Colheita 1967, desta vez, um Dalva que me foi dado de presente, vinho elaborado pela casa C. da Silva, ainda pouco conhecida pelo brasileiros, já que apenas recentemente voltou a exportar para nosso país. Um bom exemplo de sua qualidade pode ser dado pelo Dalva Tawny 20 anos, eleito o melhor num painel de degustação com outros grandes portos do gênero, realizado pela revista inglesa Decanter.
Diferentemente de  um Tawny com indicação de idade (que varia de 10 a 40 anos), um Colheita é um Tawny vinificado com uvas de um único ano, sempre mencionado no rótulo. Pela legislação do Vinho do Porto, ele precisa estagiar por no mínimo sete anos em tonéis de carvalho, mas frequentemente permanece neste tonéis por muitos anos mais, adquirindo aromas refinados de frutas secas, especiarias e “caixa de charuto”. Aliás, apesar de não ser um apreciador, dizem que um Colheita harmoniza perfeitamente com um bom charuto.
Impressões de degustação:  

Clássica coloração “tawny” (aloirada) bem límpida e brilhante. Aromas destacados de ameixa seca, figo caramelado e exibindo ainda notas marcantes de cedro, tabaco e mel. Na boca, camadas sedosas de damascos, figos, amêndoas, chocolate amargo e um leve caramelado, se combinam com uma irretocável acidez, para equilibrar na medida certa a quente sensação alcoólica (20%) provocada pelo vinho. Final de boca longuíssimo e, devo confessar, parece mesmo pedir um “habano”. No meu caso, harmonizou maravilhosamente com um “marquise de chocolate e amêndoas com molho de laranjas” servido no restaurante Argento Parrilla, que além das carnes argentinas, se notabiliza por ótimas sobremesas.
Como este Dalva Colheita 1967, ainda não desembarcou por aqui, consultei seu preço em Portugal, custando em torno dos 110 euros. Por enquanto, a Da Confraria, importadora que os traz para cá, já tem disponível em seu catálogo, além dos básicos Tawny e Ruby, o LBV, o Tawny 10 anos, o Colheita 1997 e o Vintage 2007.
Avaliação: 94C.

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